Centrão critica ausência de militares no projeto de reforma da Previdência

Para o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, uma reforma da Previdência que não inclua os militares, "não deveria sequer tramitar"; já o vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, classificou a ausência de militares no projeto do governo como "um sinal ruim para a sociedade"; "Pode dificultar o andamento da proposta entre os deputados", escreveu Pereira

Centrão critica ausência de militares no projeto de reforma da Previdência
Centrão critica ausência de militares no projeto de reforma da Previdência (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

247 - A decisão do presidente Jair Bolsonaro de encaminhar ao Congresso a proposta de reforma da Previdência sem incluir os regimes previdenciários dos militares gerou críticas de líderes partidários do chamado Centrão. 

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, afirmou que uma reforma da Previdência que não inclua os militares, "não deveria sequer tramitar". "A respeito da chegada da PEC da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, tenho a convicção de que, sem uma reforma que alcance também os militares, o texto apresentado não deveria sequer tramitar", escreveu Nogueira pelo Twitter. 

O vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, também criticou a ausência dos militares. "A ausência dos militares das Forças Armadas na proposta de reforma da Previdência enviada hoje por Bolsonaro à Câmara é um sinal ruim para a sociedade e pode dificultar o andamento da proposta entre os deputados", escreveu Pereira. 

Além da desconfiança em relação à exclusão dos militares da reforma de Previdência, outra reclamação dos parlamentares é a falta de diálogo do governo com o Congresso para tratar do tema. Deputados reclamam que a proposta não foi apresentada a eles primeiro e a entrega oficial, feita hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, não contemplou a Casa como um todo.

Segundo o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou que o governo ainda vai enviar projetos de lei para facilitar os mecanismos de cobrança de dívidas do INSS e para alterar as regras dos regimes dos militares. A expectativa, porém, era de que estes temas fossem encaminhados em conjunto com a parte principal da reforma.

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