Centrão já cobra a fatura de apoio a Temer

Michel Temer mal teve tempo de comemorar a vitória na Câmara: integrantes do chamado Centrão — especialmente do PMDB, PR, PTB e PP — exigem nova configuração do governo; ou seja, o grupo espera ser recompensado, em curtíssimo prazo, pela fidelidade ao peemedebista na votação que impediu o prosseguimento da denúncia de corrupção da PGR; vice-líder do PMDB na Câmara, Hildo Rocha (MA) defendeu ontem que o PSDB perca a metade dos seus ministérios; Temer pediu uma “radiografia da votação” para saber as justificativas dos aliados que traíram o governo

Centrão e temer
Centrão e temer (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Michel Temer já está sendo pressionado pelos partidos do centrão a rever os espaços no governo e reduzir a participação do PSDB, que tem quatro ministérios e deu 21 votos a favor da denúncia. Temer pediu uma “radiografia da votação” para saber as justificativas dos aliados que traíram o governo.

Integrantes dos partidos do centrão — especialmente do PMDB, PR, PTB e PP — exigem nova configuração do governo. Vice-líder do PMDB na Câmara, Hildo Rocha (MA) defendeu ontem que o PSDB perca a metade dos seus ministérios.

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) disse que Temer precisa valorizar a nova base e rever “espaços”, mas considera o caso do PSDB especial pela necessidade de votos para aprovar a reforma da Previdência.

Após o arquivamento da denúncia, garantido em grande parte graças aos votos do centrão, esses partidos partem agora para colher os frutos. O PSD, por exemplo, tem um ministério, mas acha que ao dar 24 votos a favor de Temer merece maior “reconhecimento”.

— Nosso partido não está satisfeito com a representação no governo. Não estamos nem falando de ministérios, mas temos que ter um reconhecimento maior pelo desgaste que nós sofremos. O presidente tem que entender isso — disse o líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG).

AS informações são de reportagem de Cristiane Jungblut, Catarina Alencastro e Eduardo Barreto em O Globo.

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