Ciro defende autocrítica da esquerda: “perdemos a autoridade moral”

"Quem colocou o Michel Temer na linha de sucessão, quem empoderou o Eduardo Cunha?", questiona o ex-ministro, que ressalta ter feito críticas públicas "contra isso"; "Nós, a esquerda, perdemos a autoridade moral, a hegemonia moral sobre a sociedade. Falo da hegemonia do PT, mas eu não posso me absolver porque eu estava lá", diz, em entrevista ao El País; ele defende que o PT lance um candidato à presidência em 2018 que não seja Lula; "É o que deviam fazer. Ir para o povo, permitir que o país discutisse as coisas"; para ele, uma chapa com o ex-prefeito Fernando Haddad seria o "dream team"

Ciro Gomes
Ciro Gomes (Foto: Gisele Federicce)

247 – Em entrevista ao portal do jornal El País, publicada nesta quinta-feira 10, o ex-ministro e pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes defende uma autocrítica da esquerda, que para ele "perdeu a moral" com a sociedade brasileira.

"Nós, a esquerda, perdemos a autoridade moral, a hegemonia moral sobre a sociedade. Falo da hegemonia do PT, mas eu não posso me absolver porque eu estava lá", diz. "Quem colocou o Michel Temer na linha de sucessão, quem empoderou o Eduardo Cunha?", questiona, lembrando ter feito críticas públicas "contra isso".

Ciro defende que o PT lance um candidato à presidência em 2018 que não seja o ex-presidente Lula. "É o que deviam fazer. Ir para o povo, permitir que o país discutisse as coisas". Para ele, uma chapa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad seria o "dream team".

O político do Ceará critica ainda os benefícios concedidos aos irmãos Batista, da JBS, no acordo de delação premiada firmado com a Lava Jato. "Esta concessão que se fez a esses gângsters é uma bofetada na cara do povo brasileiro trabalhador. A delação premiada não é troca de impunidade, não. Delação premiada é moderação da pena. Esses caras deviam ter uns 500 anos de cadeia. Que peguem 20!", defendeu.

Leia aqui a íntegra.

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