Com Alckmin na lona, FHC quer agora ser protagonista através de Marina

Sem conseguir avançar para os dois dígitos nas pesquisas, o pré-candidato pelo PSDB Geraldo Alckmin pode ter deslocado o protagonismo do partido mais uma vez ao seu patrono histórico; FHC lançou na semana passada um movimento supostamente suprapartidário que enxerga em Marina Silva o "centro democrático" que poderia dar algum dividendo na disputa presidencial

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fernando henrique cardoso fhc (Foto: Gustavo Conde)

247 - Sem conseguir avançar para os dois dígitos nas pesquisas, o pré-candidato pelo PSDB Geraldo Alckmin pode ter deslocado o protagonismo do partido mais uma vez ao seu patrono histórico. FHC lançou na semana passada um movimento suprapartidário que enxerga em Marina Silva o "centro democrático" que pode dar algum dividendo na disputa presidencial. 

FHC, de fato, ciente da inviabilidade eleitoral de Geraldo Alckmin, vem procurando há tempos um nome que possa encarnar o "antipetismo equilibrado", com as históricas cifras da ponderação tucana que a elite brasileira tanto gosta. Tentou o nome de Huck, mas o apresentador não suportou a pressão . Tentou jogar o nome de Joaquim Barbosa, mas o ex-ministro mal articulou um discurso. 

"Líderes políticos que integram o grupo acreditam que as conversas devem se concentrar em três nomes: a ex-ministra do Meio Ambiente, o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin e Alvaro Dias, pré-candidato do Podemos. A preocupação é criar uma terceira via para enfrentar eventual polarização entre o deputado Jair Bolsonaro (PSL-SP) e um candidato que represente uma coalizão de esquerda. Parte dos signatários do manifesto Por um Polo Democrático e Reformista, lançado na semana passada, incentivou a entrada de um outsider na corrida presidencial, no caso, o apresentador Luciano Huck, que declinou do convite feito pelo PPS.

Nesse aspecto, a avaliação é que, além do desempenho nas pesquisas de intenção de voto, Marina ainda é um nome menos contaminado pelo desgaste com os partidos e a política tradicional. Na pesquisa Datafolha divulgada ontem, a ex-ministra se mantém em segundo lugar, com até 15% das intenções de voto, nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, preso e condenado na Operação Lava Jato. 

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