Com PSL em crise, Bolsonaro diz que recebeu convites de vários partidos

Em meio ao racha interno resultante da briga pelo controle do PSL, Jair Bolsonaro afirmou que recebeu convites de vários partidos caso decida deixar a legenda que o elegeu

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)
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Reuters - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que recebeu convites de vários partidos caso decida deixar o PSL, que atravessa uma crise interna entre dois grupos opostos, um ligado a Bolsonaro e outro ao presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE).

Perguntado por jornalistas na saída do Palácio da Alvorada quantos partidos tinham feito convites, Bolsonaro disse que recebeu “vários convites”. O presidente não citou nenhuma legenda especificamente na entrevista, que foi transmitida ao vivo no YouTube no canal de um apoiador de Bolsonaro.

Sobre reunião que teve com o ex-ministro Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD, Bolsonaro disse que se tratou apenas de uma visita de cortesia.

O presidente também voltou a se negar a responder sobre a crise interna no PSL, dizendo que só fala sobre o assunto internamente.

Na quinta-feira, Bolsonaro decidiu tirar a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso, após o envolvimento da parlamentar na polêmica disputa sobre a liderança do PSL na Câmara, e substituí-la pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

A mudança ocorreu depois de Joice ter assinado tanto uma lista para manter o deputado Delegado Waldir (GO), ligado a Bivar, como líder do partido na Câmara, como outra para derrubá-lo e substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (SP), que é filho do presidente. No fim, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara comunicou que Waldir segue como líder do PSL na Casa.

Bolsonaro teria se envolvido diretamente na disputa pela liderança do PSL para tentar emplacar o filho, de acordo com falas atribuídas ao presidente com parlamentares.

A disputa pela liderança do PSL na Câmara ocorre em meio a uma guerra aberta na legenda entre Bolsonaro e Bivar.

A crise teve início a partir de denúncias sobre irregularidades em campanhas do PSL, mas escalou na semana passada a um outro patamar quando Bolsonaro sugeriu a um simpatizante que esquecesse a sigla. Também afirmou que o presidente da legenda estava “queimado”.

Por Pedro Fonseca

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