Congresso trava agenda de Bolsonaro

Levantamento mostra que Bolsonaro encaminhou 50 projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs) e medidas provisórias (MPs) no primeiro semestre, mas o Congresso chancelou apenas 14%

247 - Levantamento do jornal Valor Econômico mostra que Bolsonaro encaminhou 50 projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs) e medidas provisórias (MPs) no primeiro semestre, mas o Congresso chancelou apenas 14% - quatro projetos orçamentários (a maioria deles meras autorizações para gastos) e três MPs. A Câmara ainda votou um projeto às vésperas do recesso e o primeiro turno da reforma previdenciária - falta a segunda votação.

Por outro lado, seis MPs perderam a validade e o próprio Bolsonaro pediu para retirar de tramitação um projeto para prorrogar contratos de compra do caça Gripen e da aeronave Embraer KC-390 - o texto ficou 20 dias sem que tivesse nem relator e foi reencaminhado como MP para entrar em vigor imediatamente.

A reportagem ainda informa que, em uma das medidas provisórias, o próprio governo negociou com o Senado a perda de validade para evitar derrota ainda maior porque propôs auxílio de R$ 600 para beneficiários do Bolsa Família atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG), mas a Câmara ampliou para 12 pagamentos de R$ 998. Como a MP caducou, os beneficiários ficaram com os R$ 600 já liberados e o governo economizou R$ 26 milhões.


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