'Crise do PT não significa ciclo vitorioso do PSDB'

O cientista político Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, afirma que "o PSDB é um partido com dificuldade de definir uma linha clara de atuação parlamentar, seja na sua interlocução com a sociedade, seja na definição de uma clara diretriz política, na capacidade de falar com uma só voz"; para ele, os tucanos têm hoje "um déficit de credibilidade, inclusive com o seu eleitorado"; Fausto diz também que os tucanos não marcham unidos em direção aos movimentos que pedem o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "São dois passos para frente, dois para trás", frisa; ele critica as posições da bancada do PSDB no Congresso contra projetos importantes para o país

O cientista político Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, afirma que "o PSDB é um partido com dificuldade de definir uma linha clara de atuação parlamentar, seja na sua interlocução com a sociedade, seja na definição de uma clara diretriz política, na capacidade de falar com uma só voz"; para ele, os tucanos têm hoje "um déficit de credibilidade, inclusive com o seu eleitorado"; Fausto diz também que os tucanos não marcham unidos em direção aos movimentos que pedem o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "São dois passos para frente, dois para trás", frisa; ele critica as posições da bancada do PSDB no Congresso contra projetos importantes para o país
O cientista político Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, afirma que "o PSDB é um partido com dificuldade de definir uma linha clara de atuação parlamentar, seja na sua interlocução com a sociedade, seja na definição de uma clara diretriz política, na capacidade de falar com uma só voz"; para ele, os tucanos têm hoje "um déficit de credibilidade, inclusive com o seu eleitorado"; Fausto diz também que os tucanos não marcham unidos em direção aos movimentos que pedem o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "São dois passos para frente, dois para trás", frisa; ele critica as posições da bancada do PSDB no Congresso contra projetos importantes para o país (Foto: Valter Lima)
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247 - O cientista político Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, afirma que "o PSDB, a despeito do bom desempenho eleitoral de 2014, é um partido com dificuldade de definir uma linha clara de atuação parlamentar, seja na sua interlocução com a sociedade, seja na definição de uma clara diretriz política, na capacidade de falar com uma só voz". Ele reconhece ainda que o partido "tem hoje um déficit de credibilidade, inclusive com o seu eleitorado". "Tudo isso significa que a crise do PT não se traduz automaticamente num novo ciclo vitorioso do PSDB", ressalta. Ele diz também que os tucanos não marcham unidos em direção aos movimentos que pedem o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. "São dois passos para frente, dois para trás. Em resumo, o PSDB percebe e intui que corre um risco de se manter afastado do movimento, mas tampouco tem estratégia clara de como lidar com ele", alerta.

Fausto critica as posições que o partido adotou na Câmara em matérias que eram importantes para o país apresentadas pelo governo. "O partido foi incoerente com sua história, foi irresponsável do ponto de vista dos interesses maiores do País. Me refiro ao fator previdenciário. A batalha da reforma da Previdência foi uma batalha do Fernando Henrique (Cardoso), a criação do fator previdenciário foi uma criação do FHC, o tema que estava em pauta era o do fator previdenciário e eles votaram contra a história do partido, inclusive a história do partido no poder. Então, é um pouco além da conta. Acho que tem que ter sensatez, mas isso não pode se dar com sacrifício dos interesses do País", reforça.

O tucano ainda diz que embora Aécio Neves tenha nacionalizado seu nome, "ao mesmo tempo, ele sofreu um revés porque perdeu as eleições de 2014 em Minas". "E acho que para entender os movimentos do Aécio você tem que considerar esses dois fatores: ele projetou o nome dele nacionalmente de uma maneira surpreendente, mas ele, digamos, momentaneamente, perdeu a base regional do seu poder. Isso o deixa numa posição que tem lá o seu desconforto", diz.

Sobre a disputa pela candidatura do PSDB em 2018, o cientista política ressalta que "os mecanismos tradicionais do PSDB claramente envelheceram e prejudicaram o partido nas ultimas eleições". "É importante que esse processo de escolha reconecte o partido com sua base e com a sociedade. Quem tem simpatia pelo partido tem que dizer: ‘não dá mais para fazer as escolhas como as que foram feitas em 2006, 2010 e 2014’. Pode ser consulta, prévias, mas certamente não são quatro ou cinco caciques que devem decidir isso isoladamente", salienta.

Neste link a entrevista na íntegra.

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