Cunha diz que “será inevitável” responder Dilma

Questionada na Suécia se as denúncias de corrupção dirigidas contra o presidente da Câmara causavam constrangimento ao Brasil, a presidente respondeu "lamentar que seja com um brasileiro"; Dilma também disse que o governo não teria feito nenhum acordo para salvar o mandato do peemedebista - denunciado ao STF por envolvimento na Lava Jato e alvo de investigação no Conselho de Ética da Câmara - ao contrário da oposição

Questionada na Suécia se as denúncias de corrupção dirigidas contra o presidente da Câmara causavam constrangimento ao Brasil, a presidente respondeu "lamentar que seja com um brasileiro"; Dilma também disse que o governo não teria feito nenhum acordo para salvar o mandato do peemedebista - denunciado ao STF por envolvimento na Lava Jato e alvo de investigação no Conselho de Ética da Câmara - ao contrário da oposição
Questionada na Suécia se as denúncias de corrupção dirigidas contra o presidente da Câmara causavam constrangimento ao Brasil, a presidente respondeu "lamentar que seja com um brasileiro"; Dilma também disse que o governo não teria feito nenhum acordo para salvar o mandato do peemedebista - denunciado ao STF por envolvimento na Lava Jato e alvo de investigação no Conselho de Ética da Câmara - ao contrário da oposição (Foto: Paulo Emílio)
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247 - A declaração da presidente Dilma Rousseff feita neste final de semana ao comentar as provas da existência de contas bancárias no exterior em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não devem ficar barato. Neste domingo (18), Cunha disse que "não iria colocar pilha" sobre o fato, mas que "será inevitável respondê-la". Neste final de semana, a presidente, que está em viagem à Suécia, foi questionada se as denúncias contra Cunha causavam constrangimento ao Brasil e afirmou "lamentar que seja com um brasileiro".

Integrantes do governo temem que a declaração possa voltar a azedar as relações entre o Planalto e o presidente da Câmara, fazendo com que ele acabe por deferir o pedido de impeachment que será apresentado nesta terça-feira (19) pelos juristas Miguel Reali Jr. e Hélio Bicudo.

As declarações da presidente Dilma Rousseff, ontem, em Estocolmo, devem dificultar a semana do governo no Congresso. Com a necessidade de ambos os lados ganharem tempo, a expectativa até o fim de semana era que Cunha segurasse a análise do novo pedido de impeachment de Dilma que será apresentado amanhã pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reali Júnior. Ontem à tarde, no entanto, o cenário mudou e o Palácio do Planalto corre o risco de ter desperdiçado o fôlego conquistado.

"Não tenha dúvida de que o risco de Eduardo deferir o pedido de Bicudo depois de ser atacado por Dilma é alto. Ele pode ampliar a crise para que seu desgaste seja diluído. Teremos fortes emoções aí pela frente. A situação dele é insustentável, e nós não vamos segurar. Vai perder a presidência da Câmara ou o mandato, ou os dois, dependendo da evolução do quadro. Ele iniciou um namoro com a oposição, que estava interessada em aprovar o pedido de impeachment. Depois, migrou para o governo. Foi abandonado e agora não tem mais conversa com a gente", disse um dos líderes da oposição ao Jornal O Globo.

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