Delação de Santana tem foco em Dilma, Lula e Mantega

As delações premiadas do marqueteiro João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, homologadas pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, devem mirar os ex-presidentes os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, o tesoureiro da campanha de reeleição da petista, Edinho Silva (atual prefeito de Araraquara), e ainda o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; eles e outros políticos, inclusive com prerrogativa de foro, foram delatados pelo casal à Procuradoria-Geral da República (PGR)

João Santana 
João Santana  (Foto: Giuliana Miranda)

247 - As delações premiadas do marqueteiro João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, homologadas pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, devem mirar os ex-presidentes os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, o tesoureiro da campanha de reeleição da petista, Edinho Silva (atual prefeito de Araraquara), e ainda o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; eles e outros políticos, inclusive com prerrogativa de foro, foram delatados pelo casal à Procuradoria-Geral da República (PGR).

As informações são de reportagem do Valor.

"Santana e Mônica detalharam operações de caixa dois e pagamentos ilícitos envolvendo as campanhas eleitorais em que atuaram no Brasil e no exterior.

Lula, Dilma e Mantega não ocupam mais função pública e perderam o privilégio de foro. Por isso, as investigações sobre os três, quando forem instauradas, ficarão sob a tutela do juiz Sergio Moro, titular dos inquéritos e ações relacionados à Petrobras na primeira instância da Justiça Federal do Paraná.

Já o procedimento para apurar supostos ilícitos relacionados a Edinho Silva ficará sob a competência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

No entanto, a indicação para abertura dos inquéritos e os chamados fatiamentos - remessas às instâncias inferiores -, cabem ao procurador-geral da República Rodrigo Janot, que está em viagem oficial ao Japão e à Coreia do Sul. Por isso, a expectativa é que as medidas sejam tomadas somente nas próximas semanas.

Santana foi o marqueteiro das campanhas presidenciais vitoriosas de Lula, em 2006, e de Dilma em 2010 e em 2014. Em julho de 2016, o casal afirmou ao juiz Sergio Moro que os US$ 4,5 milhões recebidos do operador de propinas Zwi Skornicki era dinheiro destinado à campanha eleitoral de Dilma em 2010."

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