Delator revela ao TSE como Temer pediu dinheiro

O lobista da Odebrecht em Brasília, Claudio Melo Filho, contou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, como se deu o famoso jantar no Palácio do Jaburu, com a presença de Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha, em que se acertou um pagamento de R$ 10 milhões, pelo caixa dois da empreiteira, ao PMDB; Marcelo pretendia concentrar a doação à campanha do PMDB ao governo de São Paulo, mas foi impedido por Temer e Padilha; “Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa”, afirmou o delator; parte do dinheiro acabou sendo entregue no escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha; Benjamin irá propor a cassação de Temer

O lobista da Odebrecht em Brasília, Claudio Melo Filho, contou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, como se deu o famoso jantar no Palácio do Jaburu, com a presença de Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha, em que se acertou um pagamento de R$ 10 milhões, pelo caixa dois da empreiteira, ao PMDB; Marcelo pretendia concentrar a doação à campanha do PMDB ao governo de São Paulo, mas foi impedido por Temer e Padilha; “Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa”, afirmou o delator; parte do dinheiro acabou sendo entregue no escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha; Benjamin irá propor a cassação de Temer
O lobista da Odebrecht em Brasília, Claudio Melo Filho, contou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, como se deu o famoso jantar no Palácio do Jaburu, com a presença de Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha, em que se acertou um pagamento de R$ 10 milhões, pelo caixa dois da empreiteira, ao PMDB; Marcelo pretendia concentrar a doação à campanha do PMDB ao governo de São Paulo, mas foi impedido por Temer e Padilha; “Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa”, afirmou o delator; parte do dinheiro acabou sendo entregue no escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha; Benjamin irá propor a cassação de Temer (Foto: Leonardo Attuch)

247- O ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht e delator da Lava Jato, Claudio Melo Filho, detalhou em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o encontro que manteve com Michel Temer no Palácio do Jaburu, durante a campanha eleitoral de 2014, e que resultou na doação de R$ 10 milhões por parte da empreiteira para o PMDB. A maior parte dos recursos foi empregada na campanha para o governo de São Paulo que tinha como candidato o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, como detalha o blog do jornalista Fausto Macedo

"Os dois, tanto o sr Eliseu Padilha quanto o sr. Michel Temer falaram da dificuldade do processo eleitoral de 2014, da... da..., que estava crescendo a oposição etc e tal, coisas desse tipo. Em determinado momento, o sr Michel Temer fez uma solicitação ao Marcelo para que a Odebrecht ajudasse as campanhas do PMDB no ano de 2014", afirmou Melo em seu depoimento ao ministro e relator do processo que pode resultar na cassação da chapa Dilma-Temer no TSE Herman Benjamim. Oitiva aconteceu no último dia 6.

"Ele (o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht) tentou que fosse canalizado integralmente para a campanha do sr Paulo Skaf. Houve uma reação do outro lado", observou Melo. "Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa", assegurou.

Melo disse, ainda, que informou Marcelo Odebrecht que ele teria dificuldades para convencer Temer e Padilha em direcionar os recursos apenas para a campanha de Skaf. "E ele disse: fique tranquilo que eu me viro lá", afirmou. Após conversar com Padilha e Temer, Melo destacou que Marcelo Odebrecht disse que repassaria R$ 6 milhões para a campanha de Skaf e os demais "R$ 4 milhões ficariam para o grupo que ficou a cargo definido naquele encontro do sr Eliseu Padilha determinando para onde seria alocado esse recurso".

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