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DEM entra com ação por improbidade contra Dilma na PGR

Deputado Pauderney Avelino (AM) e o senador Ronaldo Caiado (GO), ambos do DEM, ingressaram com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff; oposição alega que a presidente teria cometido um ato de improbidade administrativa quando visitou o ex-presidente Lula noúltimo sábado (7); "Como se não bastasse utilizar a máquina pública para uma viagem sabidamente político-partidária, a Presidente da República também deixou de cumprir a sua função de Chefe de Estado ao transformar o suposto encontro pessoal em um verdadeiro ato político de desagravo do seu correligionário contra uma decisão da Justiça Federal", diz a representação

Deputado Pauderney Avelino (AM) e o senador Ronaldo Caiado (GO), ambos do DEM, ingressaram com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff; oposição alega que a presidente teria cometido um ato de improbidade administrativa quando visitou o ex-presidente Lula noúltimo sábado (7); "Como se não bastasse utilizar a máquina pública para uma viagem sabidamente político-partidária, a Presidente da República também deixou de cumprir a sua função de Chefe de Estado ao transformar o suposto encontro pessoal em um verdadeiro ato político de desagravo do seu correligionário contra uma decisão da Justiça Federal", diz a representação (Foto: Paulo Emílio)

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247 - Os líderes do DEM na Câmara Federal e no Senado, deputado Pauderney Avelino (AM) e Ronaldo Caiado (GO), respectivamente, ingressaram com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff. Eles alegam que a presidente teria cometido um ato de improbidade administrativa quando, juntamente com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, fizeram uma visita de solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado (5), "numa patente mistura de suas funções institucionais com relações visivelmente privadas".

No último sábado, Dilma viajou a São Bernardo do Campo (SP), para participar de um encontro para prestar solidariedade a Lula após ele ter sido levado para prestar depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato por força de um mandado de condução coercitiva. O encontro não estava na agenda oficial da presidência.

"Como se não bastasse utilizar a máquina pública para uma viagem sabidamente político-partidária, a Presidente da República também deixou de cumprir a sua função de Chefe de Estado ao transformar o suposto encontro pessoal em um verdadeiro ato político de desagravo do seu correligionário contra uma decisão da Justiça Federal", diz a representação impetrada pelo DEM.

Para Caiado, Dilma não poderia ter utilizado a estrutura da Presidência da República para dar apoio a uma pessoa investigada pela Lava Jato. Segundo ele, caso Dilma venha a ser condenada no processo por improbidade administrativa, abre-se caminho para que seja aberto um novo processo de impeachment por crime de responsabilidade.

"Ela jamais poderia ter se deslocado às custas da União para se solidarizar com uma pessoa investigada pela Lava-Jato, tendo ido ainda à varanda saudar quem estava ali como se estivesse convalidando e autorizando as palavras do ex-presidente contra as instituições", disse o senador

"Achamos que a presidente deveria ter tido a mesma celeridade em prestar solidariedade que prestou com Lula às vítimas de Mariana (MG), quando ela, apenas uma semana depois, sobrevoou a região e sem descer do helicóptero para confortar as vítimas e famílias das vítimas. Se a representação for acatada, há crime de improbidade administrativa. A presidente, quando usa o avião na campanha presidencial, ressarce os cofres públicos. Queremos ver agora se haverá ressarcimento, já que a ação foi personalíssima", cobrou Pauderney Avelino.

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