Deputado pediu propina para votar contra impeachment

Em delação premiada, o empresário Joesley Batista afirma ter pago R$ 5 milhões a três deputados federais para que votassem a favor de Dilma Rousseff no processo de impeachment; Batista disse aos procuradores não se recordar dos nomes dos deputados comprados; a ultima parcela do pagamento total de R$ 15 milhões foi pago em março deste ano; o interlocutor foi o deputado João Bacelar (PR-BA)

Em delação premiada, o empresário Joesley Batista afirma ter pago R$ 5 milhões a três deputados federais para que votassem a favor de Dilma Rousseff no processo de impeachment; Batista disse aos procuradores não se recordar dos nomes dos deputados comprados; a ultima parcela do pagamento total de R$ 15 milhões foi pago em março deste ano; o interlocutor foi o deputado João Bacelar (PR-BA)
Em delação premiada, o empresário Joesley Batista afirma ter pago R$ 5 milhões a três deputados federais para que votassem a favor de Dilma Rousseff no processo de impeachment; Batista disse aos procuradores não se recordar dos nomes dos deputados comprados; a ultima parcela do pagamento total de R$ 15 milhões foi pago em março deste ano; o interlocutor foi o deputado João Bacelar (PR-BA) (Foto: Gisele Federicce)

247 - O empresário Joesley Batista revelou, em delação premiada à Procuradoria Geral da República, ter pago R$ 3 milhões a cinco deputados federais para que votassem a favor de Dilma Rousseff no processo do impeachment em abril de 2016.

Batista disse aos procuradores não se recordar dos nomes dos deputados comprados. A última parcela do pagamento total de R$ 15 milhões foi pago em março deste ano.

O interlocutor foi o deputado João Bacelar (PR-BA), que apresentou ao empresário uma lista de 30 deputados dispostos a votar contra a admissibilidade do impeachment, em troca do pagamento de propina de até R$ 5 milhões para cada. Batista autorizou cinco deputados, num custo máximo de R$ 3 milhões. 

A delação da JBS aponta ainda o repasse de propina no valor de R$ 15 milhões a Michel Temer e a compra do votos de deputados também na eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara, em 2015, com R$ 30 milhões.

Erramos: a notícia anteriormente publicava informação de que Bacelar havia votado a favor do impeachment, mas a compra de deputados foi para que votassem a favor de Dilma, e não contra.

Confira abaixo a íntegra do ANEXO DENOMINADO "JOÃO BACELAR", divulgado pelo portal Jota:

afirmou JOESLEY BATISTA:

QUE em encontro com o depoente, Guido Mantega lhe solicitou que exercesse influência para evitar sua convocação para depor na CPI do CARF;

QUE em conversas entre o depoente e o então Ministro dos Transportes António Carlos, que ocorreu na sede do Ministério dos Transportes em Brasília DF, o depoente perguntou a AC se ele sabia algo em relação a CPI do CARF;

QUE AC informou ao depoente que o Relator era o Deputado Joao Bacelar, correligionário do seu partido PR;

QUE AC ligou prontamente para Joao Bacelar, indicando que 9 depoente entraria em contato para tratar de interesses comuns;

QUE o depoente marcou encontro com Joao Bacelar, oportunidade em que o conheceu e explicou a situação de seu amigo Guido Mantega;

QUE João Bacelar prontamente se colocou à disposição para defender os interesses do ex-ministro;

QUE com a intenção de atender ao máximo o interesse de GM, o depoente promoveu um encontro entre Bacelar e GM, o qual ocorreu num carro dirigido pelo depoente;

QUE durante o encontro, Bacelar entregou a GM um documento tido como confidencial, para provar a eficácia de suas ações em sua defesa;

QUE após esse evento, Bacelar passou a ter algumas interações, sempre na posição de defesa de Dilma no Processo de Impeachment;

QUE essas interações culminaram com uma surpreendente aparição de Bacelar na residência do depoente em São Paulo, às 22h30 do sábado anterior ao da votação do Impeachment, dizendo ter conseguido o endereço com Antônio Carlos;

QUE o Deputado Bacelar desculpou-se, dizendo que ligou incansavelmente durante todo o dia, e ao não conseguir falar, decidiu pegar um avião privado, para a missão de convencer JB a comprar alguns deputados para votar em favor da Presidente Dilma;

QUE Bacelar apresentou, então, ao depoente, uma lista de não menos do que 30 Deputados dispostos a votar em favor de Dilma, em troca do pagamento de propina solicitada de até 5 milhões de reais para cada qual;

QUE o depoente autorizou a compra de até 5 Deputados Federais, ao custo máximo de 3 milhões cada qual, sendo que JB arcaria com tal • dispêndio;

QUE a lista dos deputados comprados deveria ser apresentada por Bacelar ao depoente para a comprovação da votação e respectivo débito de propina;

QUE nos dias seguintes ao da votação do Impeachment, Bacelar trouxe ao depoente a dívida de 15 milhões de reais, de 5 deputados que haviam, em tese, votado contra o lmpeachment de Dilma;

QUE o depoente não se recorda quem eram os Deputados;

QUE dos 15 milhões, o depoente já pagou 3.5 milhões, sendo que os últimos 500 mil reais foram pagos na sua casa, em março de 17.

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