Desnorteado, PSDB já fala até em reeleição de Temer, rejeitado por 79% dos brasileiros

A implosão da candidatura presidencial de Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, pode acabar levando os tucanos a uma aliança em que apoiariam a candidatura a reeleição de Michel Temer, avalia Geraldo Alckmin; na opinião do governador paulista, o senador Aécio Neves, diante do efeito catastrófico da Lava Jato e da inviabilidade de seu nome como candidato, poderia dar preferência a uma aliança com Temer, em que ele indicaria o vice da chapa e teria amplos espaços de poder; Alckmin acredita que tem hoje a preferência do PSDB para ser candidato, mas também que poderia sofrer mais esse drible de Aécio, que controla a máquina da legenda

Aécio Neves, Michel Temer e Geraldo Alckmin
Aécio Neves, Michel Temer e Geraldo Alckmin (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), e seu grupo mais próximo desenharam há alguns dias vários cenários para a eleição de 2018. Num deles, Michel Temer seria candidato à reeleição com o apoio de Aécio Neves, criando ainda mais dificuldades para o governador impor sua candidatura em seu próprio partido, o PSDB.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

"Temer, apesar de todo o desgaste do governo, que tem hoje aprovação muito baixa, poderia atrair para a sua candidatura o PSDB, inviabilizando Alckmin. O partido é hoje controlado por Aécio Neves, que, atingido por denúncias da Operação Lava Jato, optaria por negociar a indicação de um vice em sua chapa.

Alckmin acredita que tem hoje a preferência do PSDB para ser candidato, mas também que poderia sofrer mais esse drible de Aécio, que controla a máquina da legenda. Ao tucano mineiro interessaria mais uma aliança com Temer, em que teria amplos espaços de poder.

A hipótese de João Doria atropelar Alckmin, nos cenários traçados por integrantes de seu núcleo político, é vista como real, mas com grandes obstáculos no mundo partidário. Para ser candidato a presidente, o prefeito paulistano precisaria ter apoio de várias legendas para se viabilizar, o que hoje não ocorre.

Um dos aliados de Alckmin cita pesquisa recente divulgada pelo site Congresso em Foco com a elite do Congresso em que Doria não é nem sequer citado como candidato viável. Já Alckmin e Lula aparecem como os políticos com maiores chances de vitória."

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