Dilma acusa: Judiciário favorece golpistas

Questionada sobre a decisão do Judiciário de vetar menções a Aécio Neves (PSDB) em delação da Odebrecht, a presidente deposta Dilma Rousseff deixou claro que entende que há favorecimento ao senador e a políticos do PSDB: "O que é que você acha?", ironizou; "Durante muito tempo, só existia no Brasil um partido complicado: o PT. Nos outros, só faltava nascer asas nos respectivos representantes", criticou Dilma em conversa com jornalistas em Lisboa, onde participará de uma conferência sobre democracia a convite da Fundação José Saramago e da Universidade de Coimbra; os advogados da petista entraram na Justiça na noite de ontem com um pedido para liberar as menções a Aécio; "minha defesa vai usar de todos os argumentos legítimos"

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dilma (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Questionada sobre a decisão do Judiciário de vetar menções a Aécio Neves (PSDB) em delações de executivos da Odebrecht, a presidente deposta Dilma Rousseff deixou claro que entende que há favorecimento ao senador e a políticos do PSDB: "O que é que você acha?", ironizou a presidente, arrancando risos do grupo de jornalista que a entrevistava em Lisboa, onde ela participará de uma conferência sobre democracia a convite da Fundação José Saramago e da Universidade de Coimbra.

"Durante muito tempo, só existia no Brasil um partido complicado: o PT. Nos outros, só faltava nascer asas nos respectivos representantes", criticou Dilma, citando ainda a complacência com que as afirmações caluniosas do delator Otávio Azevedo foram tratadas.

"Quando nós mostramos que o cheque era nominal a Michel Temer, afinal aquele R$ 1 milhão não era mais propina. Ele disse que se confundiu e então ficou tudo bem", assinalou.

Os advogados da petista entraram na Justiça na noite de ontem com um pedido para liberar as menções a Aécio Neves na delação de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-executivo da Odebrecht. "Minha defesa vai usar de todos os argumentos legítimos."

A presença de Dilma Rousseff em Portugal vem recebendo grande atenção da imprensa portuguesa, que deu destaque às falas da ex-presidente sobre as motivações ao golpe, especialmente as econômicas. 

“O Brasil passou por um golpe não só político, mas também social, marcado pela extinção de direitos. Eles assumiram o poder para acabar com os direitos dos brasileiros.”

"O Brasil não é de direita", disse Dilma. "Não foi nesse projeto que está sendo implementado que os brasileiros votaram. Mas eles não conseguem ganhar eleição, perderam nos últimos quatro anos", concluiu.

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