Dilma sobre atos: "Ninguém pediu a volta ao passado"

Ao discursar na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília, presidente destaca que "foi nessa década que ocorreu a maior redução das desigualdades sociais nos últimos 50 anos" e que este processo "não será interrompido"; segundo ela, "ninguém nessas manifestações pediu a volta ao passado. Pediram avanços para o futuro"; ao comentar a situação econômica, Dilma Rousseff voltou a "repelir posturas pessimistas" e garantiu: "Temos certeza que vamos fechar o ano com a inflação dentro da meta"

Dilma sobre atos: "Ninguém pediu a volta ao passado"
Dilma sobre atos: "Ninguém pediu a volta ao passado" (Foto: Roberto Stuckert Filho)

247 – A presidente Dilma Rousseff voltou a saudar a onda de manifestações que tomou o País em junho, e que ainda ocorrem atualmente, com pautas pontuais, em discurso durante a 41ª reunião ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília. "Aqui no Brasil", disse a presidente, "as questões que as ruas colocaram foram mais direitos sociais, mais valores públicos, éticos e de maior representatividade". E "lutar por mais direitos é algo que só honra o país", acrescentou.

Dilma destacou que "foi nessa década que ocorreu a maior redução das desigualdades sociais dos últimos 50 anos" e que esse processo "não será interrompido". "Ninguém nessas manifestações pediu a volta ao passado. Pediram avanços para o futuro", disse a presidente, ao falar sobre a redução da desigualdade entre homens e mulheres, negros e brancos, empresas, setores produtivos, e na sociedade em geral.

Aos membros do chamado Conselhão, Dilma comentou cada um dos pactos propostos pelo governo federal em resposta às manifestações populares. Sobre a estabilidade fiscal, disse que "nenhuma mudança ameaçará a estabilidade do país. Só podemos gastar aquilo que temos para gastar". Além disso, afirmou que melhorar a representatividade é uma das principais respostas para os anseios da população. Por isso, a reforma política, segundo ela, é essencial, assim como "é fundamental que tenhamos como base a consulta popular".

Economia

A presidente voltou a criticar as análises pessimistas em relação à situação econômica do País. "Aproveito para repelir as posturas pessimistas quanto à economia brasileira hoje e no futuro próximo", disse. Segundo ela, há dados concretos que desmentem essas análises. A presidente comentou fatos que, de acordo com ela, comprovam a relação entre os setores público e privado, como leilões de energia e petróleo e licitações de terminais portuários.

Ao falar sobre a inflação, Dilma lembrou que a inflação tem caído, de acordo com o IPCA, e fechará o ano abaixo da meta. "Temos certeza que vamos fechar o ano com a inflação dentro da meta", garantiu. A presidente também cumprimentou o Conselhão por seus dez anos de existência. Segundo ela, o grupo "merece calorosos cumprimentos pelos 10 anos. Por sua capacidade de análise, de formulação e por sua independência".

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