'Eleitor vai cobrar caro se povo não for ouvido'

Apontado como o braço-direito da presidente Dilma, Aloizio Mercadante joga responsabilidade de solução da crise política sobre o Congresso; diz que Poder Legislativo pode viver revés político se plebiscito para reforma não for aprovado.; ministro acredita que candidata em 2014 será mesmo Dilma; "Lula pode ser candidato a qualquer coisa depois de tudo que ele fez pelo país. Porém, o candidato de Lula é Dilma e ali é uma coisa só. O povo vê os dois como uma coisa só, uma instituição só"

'Eleitor vai cobrar caro se povo não for ouvido'
'Eleitor vai cobrar caro se povo não for ouvido'

247 - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tentou responsabilizar o Congresso pelas falhas no governo Dilma Rousseff que foram evidenciadas pelas manifestações de rua. Apontado como maior articulador da presidente, ele diz que o Poder Legislativo vai pagar caro nas urnas se uma reforma política não for feita com participação popular por meio de um plebiscito.

Leia trechos da entrevista concedida à Folha:

Fim da proposta de plebiscito
"Primeiro, vamos ver politicamente quem vai sofrer revés. Acho que é o Congresso. O Congresso precisa ouvir a rua."

Congresso
"Não é o vilão. E nem é a intenção nossa. Lutei muitos anos dentro do Congresso por reforma política. O financiamento de campanha não pode continuar como está. É um dos problemas mais sérios da democracia brasileira.
Não dá para fazer a reforma toda? Vamos fazer alguma reforma para 2014. Mas os pontos fundamentais não serão alterados sem a participação popular. Eu acho que o voto vai cobrar caro. Vai ter uma renovação forte no Congresso se o Congresso não ouvir esse sentimento que está na rua. O tempo vai dizer."

Ministérios
"Simbolicamente pode ter alguma importância. Mas do ponto de vista fiscal não tem nenhuma importância."

Articulação política
"Precisa de mudança. Os ministros precisam ter mais presença no Congresso. Dialogar mais com os parlamentares. Receber os parlamentares. Atender demanda de parlamentares. Para votar os royalties [do petróleo], fiz reuniões com todos os líderes [no Congresso]. Os líderes elogiaram. Falaram: "Se os ministros fizessem isso ajudaria muito. Vir aqui discutir a proposta e defender suas ideias, convencer a gente ou não. Ajuda muito na relação com o Parlamento".

Dilma
Mercadante diz que a presidente Dilma Rousseff vai se recuperar da perda de popularidade e intenção de voto nas pesquisas e tem chances reais de vencer no primeiro turno a eleição presidencial de 2014, quando vai disputar a reeleição. Ele afirma que não teme a possibilidade de surgimento de uma nova candidatura, como a do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. "Acho absolutamente democrático que qualquer um que ache ter condição dispute a eleição."

Eduardo Campos (PSB)
Afirma ser "legítimo e democrático" que, se ele quiser, dispute a eleição contra Dilma. Mas fez questão de destacar que muitas realizações do governador de Pernambuco foram obtidas com a ajuda do governo federal no período Lula e Dilma. E afirmou ainda ter expectativa de que ele fique na aliança petista. "Ele será sempre muito bem recebido no nosso campo de alianças."

Volta Lula
"Ele pode ser candidato a qualquer coisa depois de tudo que ele fez pelo país. Porém, o candidato de Lula é Dilma e ali é uma coisa só. O povo vê os dois como uma coisa só, uma instituição só"

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