Em meio ao laranjal do PSL, líder do partido propõe fim de fundo eleitoral

Com um ministro demitido e outro ameaçado de perder o cargo pelo PSL por causa supostos envolvimento em candidaturas laranjas, o senador Major Olímpio (SP), líder do partido na Casa, apresentou um projeto de lei para extinguir o fundo especial de financiamento de campanha; "Está cada vez mais clara a falta de critérios na própria lei e ainda a imoralidade de usar recurso público, no caso, R$ 1,750 bilhão [total de recursos do fundo]"

Em meio ao laranjal do PSL, líder do partido propõe fim de fundo eleitoral
Em meio ao laranjal do PSL, líder do partido propõe fim de fundo eleitoral (Foto: Roque de Sá - Ag. Senado)

247 - Com um ministro demitido e outro ameaçada de perder o cargo pelo PSL por causa supostos envolvimento em candidaturas laranjas, o senador Major Olímpio (SP), líder do partido na Casa, apresentou um projeto de lei para extinguir o fundo especial de financiamento de campanha. De acordo com o parlamentar, "o momento está propício" para discutir o tema.

"Nos casos que estão aí manifestos em inúmeros partidos, está cada vez mais clara a falta de critérios na própria lei e ainda a imoralidade de usar recurso público, no caso, R$ 1,750 bilhão [total de recursos do fundo]. A lei é absolutamente aberta, a distribuição é feita ao bel prazer do dirigente partidário", afirmou Olímpio. Os relatos foram publicados no jornal Folha de S.Paulo.

O congressista também disse que o fundo, criado em 2017, retira recursos que seriam destinados a emendas parlamentares, dinheiro usado por deputados e senadores para fazer obras em seus redutos eleitorais. "Ora, não nos parece razoável, nem moral que as verbas que seriam objetos de emendas parlamentares que iriam ter como destinação a educação, segurança pública e a saúde brasileira sejam utilizadas para o financiamento de campanhas eleitorais", afirmou o congressista no projeto.

O fundo eleitoral, como é mais conhecido, foi usado para abastecer as candidaturas sob suspeita. Atualmente, as campanhas políticas são financiadas por recursos deste fundo, do fundo partidário e de doações de pessoas físicas - a doação de empresas foi proibida por lei.

O agora ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno foi acusado de autorizar o repasse de R$ 400 mil em verbas do fundo partidário para uma candidata "laranja" em Pernambuco com o suposto apoio de Luciano Bivar, atual presidente da sigla. Também teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora Érika Siqueira Santos. Parte do dinheiro foi repassado a uma gráfica registrada em endereço de fachada.  

O atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, também patrocinou um esquema de candidaturas de fachada em Minas, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.paulo.

 

 

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