Fachin reduz fiança de investigados no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin decidiu, nesta segunda-feira (13), reduzir a fiança de Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e Job Ribeiro Brandão, investigados no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões ligados ao ex-ministro Geddel Vieira Lima; a fiança de Gustavo Ferraz passou de 100 para 50 salários mínimos, e a de Job baixou pela segunda vez, agora de 50 salários mínimos para 10 salários; Job alegou que repassava 70% do seu salário como assessor parlamentar para Gedel

mala dinheiro geddel
mala dinheiro geddel (Foto: Charles Nisz)
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247 -  O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin decidiu, nesta segunda-feira (13), reduzir a fiança de Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e Job Ribeiro Brandão, investigados no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões ligados ao ex-ministro Geddel Vieira Lima e ao deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável aos investigados.

Fachin não respondeu a um pedido feito pela defesa de Geddel, para ter acesso ao número do telefone que fez denunciou os R$ 51 milhões no apartamento do ex-ministro. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, neste ponto, se posicionou contra o pedido de Geddel. Fachin disse que se resumiria a analisar os pedidos de redução de fiança, “em razão do caráter urgente das questões que envolvem qualquer tipo de deliberação sobre o direito de locomoção”.

A fiança de Gustavo Ferraz passou de 100 para 50 salários mínimos, e a de Job baixou pela segunda vez, agora de 50 salários mínimos para 10, com uma redução de 2/3 para Job devido à situação econômica ruim que o investigado demonstrou. Os investigados tem 24 horas para fazer o pagamento.

O ministro, em sua decisão, disse que Job Brandão conseguiu comprovar que os dados utilizados anteriormente para medir a capacidade dele de pagar a fiança não eram adequados. Um dos motivos alegados é que ele repassava entre 70% e 80% do salário como assessor parlamentar aos dois peemedebistas da família Vieira Lima. Sobre isso, o ministro apontou que o tal repasse estaria “pendente de apuração”.

A procuradora-geral, Raquel Dodge, também comentou o tema em seu parecer, mas não pediu providências; apenas deixou em aberto a possibilidade de tomar medidas em relação à suspeita lançada sobre Lúcio Vieira Lima pelo ex-assessor. “Em relação à afirmação de Job Ribeiro Brandão de que entregava 70% (setenta por cento) de suas remunerações ao deputado Lúcio Vieira Lima, a PGR adotará as providências necessárias no seu tempo certo”, disse Raquel Dodge.

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