FHC diz que inflação "não se resolve com bravata"

Questinado sobre a polêmica do tomate, cujo aumento de preço virou símbolo para o crescimento da inflação, o ex-presidente disse que o problema é mais amplo: "O tomate? E a mandioca? Me preocupa mais a mandioca do que o tomate, a farinha de mandioca, que é para o povo e subiu muito. Sei que também é sazonal, mas quando você tem vários elementos que provocam inflação simultaneamente é necessário ficar atento"

FHC diz que inflação "não se resolve com bravata"
FHC diz que inflação "não se resolve com bravata" (Foto: Edson Lopes Jr.)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite, desta quarta-feira 17, que inflação "não se resolve com bravata e com declarações". Durante palestra para estudantes de relações internacionais, FHC disse que o cenário de alta de preços não é "dramático, mas é preocupante".

Questinado sobre a polêmica do tomate, cujo aumento de preço virou símbolo para o crescimento da inflação, o ex-presidente disse que o problema é mais amplo. "O tomate? E a mandioca? Me preocupa mais a mandioca do que o tomate, a farinha de mandioca, que é para o povo e subiu muito", respondeu. "Sei que também é sazonal, mas quando você tem vários elementos que provocam inflação simultaneamente é necessário ficar atento", completou.

O ex-presidente disse ainda que "não se deve brincar" com a inflação e que não torce para uma política de controle da inflação baseada em aumento dos juros. "Aumentar juros também não é bom. Às vezes tem que aumentar. No meu governo era uma tragédia, ninguém queria fazer", lembrou. "Agora, ou você faz ou paga um preço alto. Mas hoje não. Apesar de o governo atual achar que tudo começou há dez anos, nós organizamos a economia e é mais fácil lidar com esses fatores", avaliou.

"Eu torço para que não volte a inflação para o Brasil. Não sou dos que pensa que quanto pior melhor. Eu acho que a inflação desorganiza tudo. Não se pode brincar ela", reiterou.

 

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247