Freire promete respeitar ‘decisão técnica’ do Iphan no caso Geddel

O novo ministro da Cultura, Roberto Freire, promete respeitar a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de embargar a obra do condomínio La Vue, em Salvador; o empreendimento foi responsável pelo pedido de demissão do ex-ministro da pasta Marcelo Calero, que acusou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) de tê-lo pressionado a intervir na decisão do Iphan e autorizar a construção; "Se existe órgão técnico para decidir sobre patrimônio artístico, tem de respeitar a decisão técnica. Se alguém viesse para mim, eu teria encerrado o assunto com critério técnico", diz Freire

Freire promete respeitar ‘decisão técnica’ do Iphan no caso Geddel
Freire promete respeitar ‘decisão técnica’ do Iphan no caso Geddel (Foto: Pedro Ladeira)

247 - O novo ministro da Cultura, Roberto Freire, promete respeitar a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de embargar a obra do condomínio La Vue, em Salvador. O empreendimento foi responsável pelo pedido de demissão do ex-ministro da pasta Marcelo Calero, que acusou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) de tê-lo pressionado a intervir na decisão do Iphan e autorizar a construção do edifício.

"Se existe órgão técnico para decidir sobre patrimônio artístico, tem de respeitar a decisão técnica. Se alguém viesse para mim, eu teria encerrado o assunto com critério técnico", disse Freire em entrevista ao programa Roda Viva, nesta segunda-feira (29).

O ministro não quis entrar na polêmica sobre a saída de Calero, mas disse que não questionou Michel Temer (PMDB) sobre os motivos que levaram à escolha de seu nome como substituto na pasta. "Não procurei saber dos motivos e assumi porque o governo Temer é constitucional e é fruto do impeachment de Dilma", justificou.

Freire ainda defendeu a necessidade de leis de incentivo no setor, como a Lei Rouanet, e apoiou investigações em possíveis irregularidades na sua aplicação.

"Não é a lei que provoca a corrupção, é a gestão falha e o que se beneficiou. Na mudança das normas, vamos caminhar para uma maior transparência e em uma nova plataforma aos projetos que derem entrada no ministério", afirmou, ao ser questionado sobre as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.

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