Governo enfrenta novo dia de emboscadas na Câmara

Quarta-feira começou quente com aprovação de requerimento do PSDB que convida a presidente da Petrobras, Graça Foster, a prestar esclarecimentos sobre denúncias de propina na estatal; foram aprovados ainda convocações e convites a dez ministros, para falar sobre diversos assuntos; para presidente da Câmara, Henrique Alves, clima é de adversidade; ontem, houve moção em desagravo ao líder do PMDB, Eduardo Cunha; em jogo, hoje, uma das prioridades do governo: a aprovação do projeto que cria o marco civil da internet

Quarta-feira começou quente com aprovação de requerimento do PSDB que convida a presidente da Petrobras, Graça Foster, a prestar esclarecimentos sobre denúncias de propina na estatal; foram aprovados ainda convocações e convites a dez ministros, para falar sobre diversos assuntos; para presidente da Câmara, Henrique Alves, clima é de adversidade; ontem, houve moção em desagravo ao líder do PMDB, Eduardo Cunha; em jogo, hoje, uma das prioridades do governo: a aprovação do projeto que cria o marco civil da internet
Quarta-feira começou quente com aprovação de requerimento do PSDB que convida a presidente da Petrobras, Graça Foster, a prestar esclarecimentos sobre denúncias de propina na estatal; foram aprovados ainda convocações e convites a dez ministros, para falar sobre diversos assuntos; para presidente da Câmara, Henrique Alves, clima é de adversidade; ontem, houve moção em desagravo ao líder do PMDB, Eduardo Cunha; em jogo, hoje, uma das prioridades do governo: a aprovação do projeto que cria o marco civil da internet (Foto: Felipe L. Goncalves)
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247 – "O PMDB só me dá alegrias". A bancada do partido na Câmara parece estar disposta a mostrar à presidente Dilma Rousseff, que disse a frase ontem durante visita ao Chile, que este não é o caso. O Dia D vivenciado nesta terça-feira pelo governo no Congresso, quando foi aprovada a proposta da oposição de criar uma comissão externa para investigar a Petrobras, com a ajuda do PMDB, continua nesta noite com nova estratégia de aliados para derrotar o Planalto. Está em jogo uma das prioridades do governo: a aprovação do projeto que cria o marco civil da internet.

O dia começou quente nesta quarta-feira: a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou nesta manhã requerimento do PSDB que convida a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos sobre contratos firmados com a empresa SBM Offshore, da Holanda. Foram aprovadas ainda a convocação de quatro ministros: das Cidades, Aguinaldo Ribeiro; do Trabalho e Emprego, Manoel Dias; da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.

"A Câmara aprovou comissão externa para apurar propinas na Petrobras. Olha o PMDB dando alegrias a Presidente", resumiu ontem ironicamente o secretário da Executiva Nacional do PMDB, Geddel Vieira Lima, pelo Twitter. Como se não bastasse, a tentativa de Dilma de isolar o líder do PMDB, Eduardo Cunha, em reuniões com a cúpula, gerou desagravos ao deputado ontem, pelo 'blocão' dos insatisfeitos, e com uma moção aprovada por todos os peemedebistas da Casa, que dizia: "os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB".

O clima é de adversidade para a votação de hoje. Foi como definiu o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e confirmou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O líder do PMDB reafirmou ontem o posicionamento da bancada do PMDB de votar contra o projeto sobre a internet. "Nós queremos votar amanhã [quarta-feira] e vamos votar para derrotar [o marco civil da internet]", disse o deputado Eduardo Cunha.

Além disso, outros problemas aguardam o governo na Câmara. Ao menos 17 requerimentos apresentados pela oposição estão em trâmite em comissões da Casa, com o objetivo de convocar ministros e autoridades do governo, como de bancos públicos, para prestar esclarecimentos sobre diversos temas. O governo tenta adiar as votações, mas é uma questão de tempo para que elas ocorram. Cunha já anunciou que o PMDB está decidido a apoiar alguns desses pedidos – como os em análise hoje.

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