Governo Temer joga a toalha e admite 2º turno entre PT e Bolsonaro

Membros do governo Michel Temer já admitem que um eventual segundo turno se dará entre o candidato apoiado pelo ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL); avaliação é que Lula tem um grande potencial de transferência de votos para o seu vice, Fernando Haddad, e Bolsonaro não "desidratou" como era esperado; "Se esse cenário desenhado hoje no Planalto se confirmar, com Bolsonaro e Haddad no segundo turno, sabe-se que a transição para o novo governo não será fácil", diz o jornalista Daniel Rittner, do Valor Econômico

Governo Temer joga a toalha e admite 2º turno entre PT e Bolsonaro
Governo Temer joga a toalha e admite 2º turno entre PT e Bolsonaro

247 - Membros do governo Michel Temer já admitem que o cenário mais provável em um eventual segundo turno da eleição presidencial se dará entre Lula ou o candidato apoiado por ele e Bolsonaro. A avaliação predominante no governo do golpe é que Lula tem grande potencial de transferência de votos para o seu vice, Fernando Haddad, se não puder concorrer, e que Bolsonaro não "desidratou" como era esperado. Além disso, as dificuldades do tucano Geraldo Alckmin, bem como o fato de ter obtido o apoio do "centrão", acabaram por minar as chances do candidato do Planalto, o ex-ministro Henrique Meirelles.

Segundo o jornalista Daniel Rittner, do Valor Econômico, agora, "a expectativa, no núcleo político do governo, é de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre Lula no início de setembro. Espera-se o banimento do petista e sua substituição pelo ex-prefeito Fernando Haddad. "É tempo suficiente para erguer o poste", diz o confidente de Temer. Para ele, Haddad não ficaria perto dos 37% das intenções de voto em Lula. Mas teria o necessário, na faixa de 20%, para garantir presença no segundo turno em uma eleição tão pulverizada".

"Se esse cenário desenhado hoje no Planalto se confirmar, com Bolsonaro e Haddad no segundo turno, sabe-se que a transição para o novo governo não será fácil. Pode haver fricções na passagem de bastão. Há razões para preocupação, por exemplo, com o diálogo entre as equipes atuais e as indicadas pelo presidente eleito em outubro", diz Rittner.

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