Gurgel: mensalão é muito maior do que acabou sendo objeto da denúncia

Em entrevista à Folha, procurador-geral da República diz ainda que depoimento prestado por Marcos Valério pretendia "melar o julgamento" e afirma ter prova que evidencia o papel de José Dirceu no topo da organização criminosa

Gurgel: mensalão é muito maior do que acabou sendo objeto da denúncia
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247 – Depois de negar a informação do Estadão de que teria pedido uma investigação contra o ex-presidente Lula com base na denúncia apresentada por Marcos Valério, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, voltou a falar do mensalão. Desta vez, na Folha, ele diz que o esquema é "muito maior, muito mais amplo, do que aquilo que acabou sendo objeto da denúncia".

Quanto ao maior desafio enfrentado no processo, elege a etapa de provar a responsabilidade do núcleo político do esquema, entre eles o do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT).

"Fazia-se um determinado acerto com algum partido e dizia-se: quem tem que bater o martelo é o José Dirceu. Aí, ou ele dava uma entrada rápida na sala ou alguém dava um telefonema e ele dizia: 'Está ok, pode fechar o acordo'", diz Gurgel. « Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa", diz o procurador.

Sobre o possível envolvimento de Lula no esquema, o procurador diz não ter visto o mínimo de elementos que apontassem sua participação. Para ele, o depoimento prestado em setembro pelo operador do esquema, Marcos Valério, pretendia "melar o julgamento".

Ontem, o MPF publicou uma nota negando a abertura de uma investigação contra Lula: "Ao contrário do que foi publicado nesta quarta-feira, 9 de janeiro, pelo jornal O Estado de São Paulo, a Secretaria de Comunicação do Ministério Público Federal informa que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ainda não iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério, pois aguardava o término do julgamento da AP 470 (mensalão). Esclarece ainda que somente após a análise poderá informar o que será feito com o material. Portanto, não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso", informa o órgão.

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