Haddad critica submissão total de Bolsonaro a Trump

"Esse movimento do Brasil em direção aos EUA, de um acoplamento quase que sem mediação, cego - esse movimento 'vamos fazer tudo o que os EUA quiserem, os EUA de Trump' -, vai moldando uma nova ordem, vai comprometer conquistas que são caras do que a gente chama de Ocidente", disse Fernando Haddad, em palestra na Universidade de Columbia, em Nova York; ontem a família Bolsonaro confirmou a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, numa decisão que afronta interesses nacionais

Haddad critica submissão total de Bolsonaro a Trump
Haddad critica submissão total de Bolsonaro a Trump (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Em palestra realizada na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, na tarde desta quarta-feira 28, o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, contextualizou o cenário político e econômico em que se deram as eleições no Brasil e analisou o crescimento de governos de extrema-direita, marcados pela intolerância. Haddad destacou que, do ponto de vista internacional, esses governos "buscam se acoplar a um país que não está na sua própria condição", a exemplo do movimento feito agora pelo Brasil em direção aos EUA de Donald Trump.

A palestra de Haddad faz parte da programação da nova frente progressista internacional, protagonizada pelo senador dos EUA Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis. Fernando Haddad está visitando a costa leste dos Estados Unidos, numa viagem que começou nesta quarta-feira 28. 

Ele participará de eventos públicos para expor a deterioração da situação social e política no Brasil, encontrar-se com apoiadores e participar formalmente de uma nova frente progressista internacional, juntamente com o senador dos EUA Bernie Sanders e o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis em um evento no Instituto Sanders, em Vermont.

Um dos propósitos centrais da viagem do petista é conscientizar o país da deterioração da situação política no Brasil, incluindo a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Esse movimento do Brasil em direção aos EUA, de um acoplamento quase que sem mediação, cego - esse movimento 'vamos fazer tudo o que os EUA quiser, os EUA de Trump' -, vai moldando uma nova ordem, vai comprometer conquistas que são caras do que a gente chama de Ocidente", disse, lembrando falas do futuro chanceler de Bolsonaro, Ernesto Araújo, para dizer que até o significado do Ocidente está sendo questionada.

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