Haddad: nunca passou pela minha cabeça sair do PT

Em entrevista exclusiva à TV 247, Fernando Haddad, que obteve 47 milhões de votos como candidato do PT à Presidência, disse que "nunca passou pela cabeça" se desfiliar do partido, quando questionado sobre o antipetismo durante as eleições de 2018; Haddad defendeu também que "o campo de centro-esquerda precisa se entender para enfrentar o obscurantismo que está tomando conta do País"; assista à íntegra

Haddad: nunca passou pela minha cabeça sair do PT
Haddad: nunca passou pela minha cabeça sair do PT (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad afirmou em entrevista concedida à TV 247 nesta terça-feira, 12, que nunca pensou em deixar o PT, mesmo quando, durante a campanha à presidência em 2018, o chamado "antipetismo" foi tão destacado nos debates eleitorais. "Nunca passou pela minha cabeça", declarou.

Aos jornalistas Leonardo Attuch, Paulo Moreira Leite e Gisele Federicce, Haddad salientou ainda a importância da atuação do partido em defesa da democracia no País. 

Fernando Haddad também é enfático ao dizer que "nunca teria chegado ao segundo turno sem o apoio do partido ou de Lula". "O PT é um partido muito importante para o Brasil. Tem uma tradição que remonta os tempos de resistência", completa. 

Sobre o comportamento de Ciro Gomes no segundo turno das eleições, avaliou que a campanha do PT poderia ter crescido mais se o ex-governador tivesse sido mais enfático no apoio ao PT. "Foi um erro de Ciro Gomes pensar que poderia estar em segundo turno, representando a centro-esquerda, sem sentar na mesa com Lula e o PT para fazer um entendimento amplo", afirmou.

De volta à sala de aula como professor universitário em São Paulo, Haddad criticou o obscurantismo do governo Bolsonaro, os ataques à educação e à tentativa de criminalizar os docentes. "O campo de centro-esquerda precisa se entender para enfrentar o obscurantismo que está tomando conta do País", defendeu.

"Todo dia o governo hostiliza um segmento da sociedade. Tal postura exige da gente a postura do entendimento para que o Brasil retorne para a rota do desenvolvimento e justiça social", concluiu. 

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