Ideli: saímos de um projeto político de vida para um projeto político de morte

Em debate realizado pela TV 247, a ex-ministra, ex-senadora e ex-deputada Ideli Salvatti afirmou que os governos Lula e Dilma tinham como objetivo garantir e melhorar a vida das pessoas; "Desde o golpe, tudo o que a gente vê é morte"; assista

Ideli: saímos de um projeto político de vida para um projeto político de morte
Ideli: saímos de um projeto político de vida para um projeto político de morte

247 - Ex-ministra da Pesca e Agricultura, dos Direitos Humanos e das Relações Institucionais durante o governo Dilma Rousseff, Ideli Salvatti afirmou que os governos do ex-presidente Michel Temer e do atual, Jair Bolsonaro, reduzem a oportunidade e a condição de dignidade na vida da população.

"Nós vimos durante o governo Lula e Dilma um projeto de políticas e de ações para dar vida para milhões de pessoas. Desde o golpe, desde de o Temer e agora com o Bolsonaro, tudo que a gente vê é morte, é tudo para matar, é tudo para destruir, tudo para reduzir a oportunidade, reduzir a condição de dignidade na vida. Um projeto político de vida e um projeto político de morte. Saímos de um projeto político de vida e mergulhamos, infelizmente, em um projeto político de morte", comparou.

Ideli, que também já foi senadora e deputada estadual, falou sobre as mulheres terem ocupados cargos, durantes os 13 anos do governo do PT, em áreas dominadas predominantemente por homens. "Ficou muito claro que o governo do presidente Lula e também da presidenta Dilma foram governos nos quais raça e gênero foram colocados como prioridades de políticas públicas. Tanto o presidente Lula quanto a presidenta Dilma colocaram mulheres em postos-chave, em postos que, nunca antes nesse país, uma mulher tinha comandado".

Ela também falou da alegria em ter sido a primeira e única ministra que tratou da pasta de articulação política no Brasil. "Eu tenho a honra de ter sido a primeira e única mulher que ocupou um pasta que, quando se fala de articulação política, aí eles enxergam as mulheres como executoras, as mulheres são executoras da política, elas carregam o piano da política, articular política é uma coisa masculina. Nós nunca tínhamos tido antes na secretaria de Relações Institucionais uma mulher e eu tenho a honra de ter cumprido essa tarefa". Ela também citou outros cargos como a presidência da Caixa Econômica Federal, a Petrobrás, os ministérios de Minas e Energia, Planejamento, entre outros.

Ideli fez críticas à intenção do atual governo de privatizar empresas estatais. "Eles vão entregar tudo, vão doar tudo, todos os instrumentos que nós utilizamos tão bem nos governos Lula e Dilma para poderem entregar, agilizar, viabilizar as políticas públicas. Quero dizer, como professora, como senadora que votei, como ministra que ajudei a articular que tenho vontade de chorar todo dia que um país como o Brasil, que descobriu uma das maiores reservas de petróleo do mundo, está entregando isso a preço de banana".

Ela também relembrou o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, que completou um ano nesta última semana, e cobrou respostas sobre quem foi o mandante da execução.

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