Janot pede para investigar Aécio e Carlos Sampaio

Principal incentivador do golpe, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu coordenador jurídico, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), poderão ser investigados no STF por suspeitas de terem ocultado esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar durante o governo de Eduardo Azeredo, em Minas, que ficou conhecido como Mensalão Tucano; fato veio à tona na CPI dos Correios, em 2005, quando Aécio já era governador de Minas, e Sampaio, integrante da bancada do PSDB na CPI; o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na época no PSDB, também teve pedido de investigação aberto; é o segundo inquérito contra Aécio pedido por Janot

Principal incentivador do golpe, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu coordenador jurídico, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), poderão ser investigados no STF por suspeitas de terem ocultado esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar durante o governo de Eduardo Azeredo, em Minas, que ficou conhecido como Mensalão Tucano; fato veio à tona na CPI dos Correios, em 2005, quando Aécio já era governador de Minas, e Sampaio, integrante da bancada do PSDB na CPI; o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na época no PSDB, também teve pedido de investigação aberto; é o segundo inquérito contra Aécio pedido por Janot
Principal incentivador do golpe, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu coordenador jurídico, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), poderão ser investigados no STF por suspeitas de terem ocultado esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar durante o governo de Eduardo Azeredo, em Minas, que ficou conhecido como Mensalão Tucano; fato veio à tona na CPI dos Correios, em 2005, quando Aécio já era governador de Minas, e Sampaio, integrante da bancada do PSDB na CPI; o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na época no PSDB, também teve pedido de investigação aberto; é o segundo inquérito contra Aécio pedido por Janot (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um segundo inquérito para investigar o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG). Janot também pediu autorização para investigar o deputado Carlos Sampaio, ex-líder do PSDB na Câmara e coordenador jurídico da campanha de Aécio, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Aécio, Sampaio e Paes são suspeitos de terem atuado para esconder o esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB) em 2005, o que ficou conhecido como Mensalão Tucano.

Aécio já era governador de Minas Gerais na época. E Paes e Sampaio eram integrantes da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. O pedido é baseado no termo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral, no qual ele indica irregularidades para maquiar dados do Banco Rural em relação ao mensalão mineiro durante a CPI dos Correios.

É o segundo pedido de inquérito solicitado por Rodrigo Janot contra Aécio Neves. Na última segunda-feira (2), o PRG já havia pedido autorização ao Supremo, também com base em depoimentos de Delcídio, para investigar o envolvimento de Aécio no esquema de propinas montado em Furnas.

Veja matéria da Agência Brasil sobre o assunto:

André Richter, repórter da Agência Brasil - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu hoje (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de um novo inquérito para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). No mesmo pedido, o procurador cita o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o ex-deputado e atual prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB). O pedido será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato.

A investigação está baseada em um dos depoimentos de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Segundo o parlamentar, em 2005, durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos (CPMI) dos Correios, criada para investigar denúncias do mensalão, Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, "enviou emissários" para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural.

Um dos emissários era Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB, informou o senador. Conforme relato de Delcídio, o relatório final da CPMI foi aprovado com "dados maquiados" e que Paes e o deputado Carlos Sampaio também tinha conhecimento dos fatos.

"Outros parlamentares também sabiam que esses dados estavam maquiados, podendo citar os deputados Carlos Sampaio e Eduardo Paes, já mencionado, dentre outros que não se recorda. Esses fatos ocorreram em 2005/2006. Esse tema foi tratado com Aécio Neves em Belo Horizonte, no palácio do governo", acrescentou trecho da delação do senador.

Em outro pedido de abertura de inquérito nesta semana contra Aécio Neves, Janot cita supostos crimes cometidos pelo senador em Furnas, empresa subsidiária da Eletrobrás. O pedido também cita declarações de Delcídio do Amaral. Aécio recebia "pagamentos ilícitos", pagos, segundo ele, pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo.

"O depoente disse que não sabia precisar, mas sabe que Dimas operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves", informou trecho da delação.

Por meio de notas, Aécio Neves, Carlos Sampaio e Eduardo Paes negaram as acusações. Aécio defendeu as investigações e declarou que tem "convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas" por Delcídio.

Sampaio disse "jamais ter agido para proteger quem quer que fosse" na CPMI dos Correios. Paes afirmou que nunca pediu benefícios para Aécio Neves nas durante os trabalhos da CPMI.

André Richter - Repórter da Agência Brasil

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu hoje (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de um novo inquérito para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). No mesmo pedido, o procurador cita o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o ex-deputado e atual prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB). O pedido será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato.

A investigação está baseada em um dos depoimentos de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Segundo o parlamentar, em 2005, durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos (CPMI) dos Correios, criada para investigar denúncias do mensalão, Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários" para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural.

Um dos emissários era Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB, informou o senador. Conforme relato de Delcídio, o relatório final da CPMI foi aprovado com "dados maquiados" e que Paes e o deputado Carlos Sampaio também tinha conhecimento dos fatos.

"Outros parlamentares também sabiam que esses dados estavam maquiados, podendo citar os deputados Carlos Sampaio e Eduardo Paes, já mencionado, dentre outros que não se recorda. Esses fatos ocorreram em 2005/2006. Esse tema foi tratado com Aécio Neves em Belo Horizonte, no palácio do governo”, acrescentou trecho da delação do senador.

Em outro pedido de abertura de inquérito nesta semana contra Aécio Neves, Janot cita supostos crimes cometidos pelo senador em Furnas, empresa subsidiária da Eletrobrás. O pedido também cita declarações de Delcídio do Amaral. Aécio recebia “pagamentos ilícitos”, pagos, segundo ele, pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo.

“O depoente disse que não sabia precisar, mas sabe que Dimas operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”, informou trecho da delação.

Por meio de notas, Aécio Neves, Carlos Sampaio e Eduardo Paes negaram as acusações. Aécio defendeu as investigações e declarou que tem “convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas” por Delcídio.

Sampaio disse “jamais ter agido para proteger quem quer que fosse” na CPMI dos Correios. Paes afirmou que nunca pediu benefícios para Aécio Neves nas durante os trabalhos da CPMI.

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