Jorge Viana denuncia silêncio dos jornais sobre disparada de Lula em pesquisa

"Nós estamos com um governo que veio de um impeachment. Tivemos um golpe parlamentar no Brasil. E aí sai uma pesquisa que traz a opinião pública, a verdadeira opinião pública, se manifestando sobre as eleições do próximo ano, e isso não ganha espaço nem nas televisões, nem nos grandes jornais", criticou o senador, em discurso nesta quinta-feira 16; "Se o resultado mostrasse o crescimento de alguém do PSDB, de alguém do PMDB, de alguém do Democratas, estaria na capa dos jornais", provocou

"Nós estamos com um governo que veio de um impeachment. Tivemos um golpe parlamentar no Brasil. E aí sai uma pesquisa que traz a opinião pública, a verdadeira opinião pública, se manifestando sobre as eleições do próximo ano, e isso não ganha espaço nem nas televisões, nem nos grandes jornais", criticou o senador, em discurso nesta quinta-feira 16; "Se o resultado mostrasse o crescimento de alguém do PSDB, de alguém do PMDB, de alguém do Democratas, estaria na capa dos jornais", provocou
"Nós estamos com um governo que veio de um impeachment. Tivemos um golpe parlamentar no Brasil. E aí sai uma pesquisa que traz a opinião pública, a verdadeira opinião pública, se manifestando sobre as eleições do próximo ano, e isso não ganha espaço nem nas televisões, nem nos grandes jornais", criticou o senador, em discurso nesta quinta-feira 16; "Se o resultado mostrasse o crescimento de alguém do PSDB, de alguém do PMDB, de alguém do Democratas, estaria na capa dos jornais", provocou (Foto: Gisele Federicce)

247 - O senador Jorge Viana (PT-AC) criticou em discurso nesta quinta-feira 16 o comportamento dos jornais da grande mídia, que revelaram um "estranho silêncio", segundo ele, sobre a disparada do ex-presidente Lula na pesquisa eleitoral CNT/MDA, divulgada na quarta-feira.

"Nós estamos com um governo que veio de um impeachment. Tivemos um golpe parlamentar no Brasil. E aí sai uma pesquisa que traz a opinião pública, a verdadeira opinião pública, se manifestando sobre as eleições do próximo ano, e isso não ganha espaço nem nas televisões, nem nos grandes jornais", criticou.

De acordo com o levantamento, Lula lidera a corrida pela Presidência da República em todos os cenários, em primeiro e segundo turnos. O petista está à frente dos principais nomes da base aliada do governo, incluindo os tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Jair Bolsonaro.

"Tenho muita fé que, numa eventual candidatura do presidente Lula, ele possa vir como um novo Lula, assumindo erros que cometemos, assumindo o compromisso de combatê-los, para não permitir que sejam repetidos, mas trazendo a esperança de volta, apontando caminho para o Brasil se reencontrar com o crescimento econômico, com geração de emprego, controle da inflação e com a melhoria de vida para o nosso povo", disse Jorge Viana.

Viana denunciou o comportamento da chamada grande mídia brasileira. "Fica cada dia mais evidente que alguns veículos estão cumprindo uma agenda que não é a agenda que o país precisa", lamentou. "Se o resultado mostrasse o crescimento de alguém do PSDB, de alguém do PMDB, de alguém do Democratas, estaria na capa dos jornais", disse o senador. "Todos os comentaristas de tudo que é jornal estariam gastando o dia inteiro fazendo comentário sobre essa pesquisa".

MASSACRE

Segundo o parlamentar, não há na história quem tenha sofrido uma perseguição política como Lula. "Quem tem sofrido um massacre, uma perseguição, com um noticiário negativo de manhã, tarde e noite, contra o ex-presidente Lula, sua família, seus parentes, seus amigos, seu partido, seu movimento, seu legado? Ninguém", criticou. "E qual é a resposta do povo brasileiro? Faz-se uma pesquisa na véspera da eleição e quem se destaca, quem cresce? O presidente Lula".

De acordo o senador acreano, diante do caos econômico e político, "o povo não é bobo e lembra-se dos bons tempos, quando o Brasil tinha prosperidade, quando o aposentado podia se aposentar depois de trabalhar e fazer o seu recolhimento previdenciário".

Jorge Viana criticou Michel Temer, lembrando a responsabilidade do governo no aprofundamento da crise. "Eles desmontam as indústrias, desmontam as atividades produtivas, desempregam. Aí a Previdência fica deficitária tem R$47 bilhões, como ocorreu no ano passado, e qual é a solução? Danificar os aposentados, tirar direitos dos aposentados", adverte.

O senador lembrou ainda da participação direta do PSDB para criar um clima político em 2014 que aprofundou a crise e levou à derrubada da presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. "Quem planta vento colhe tempestade. Fizeram uma ação política que rompeu com os fundamentos da democracia, tiraram um governo legítimo", disse.

Viana acusou diretamente o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). "Junto com seus companheiros e o PMDB, articulou o impeachment, mas perdeu o capital político que tinha", apontou. "Hoje, Aécio está perdendo para o Bolsonaro, que é representante da – não é da nova direita – da direita radicalizada do país", destacou.

Para Viana, Aécio "entrou numa canoa furada. Embarcou num projeto que está sendo um desastre para o país, que é um governo que não passou nas urnas, que não pode adotar as medidas, e está refém do que se chama de mercado". "Miraram o PT, tentaram destruir o PT, destruir o presidente Lula e a presidente Dilma e acertaram o Brasil – acertaram o Brasil!", disse. "Agora, a elite que apoiou o golpe parlamentar está demitindo, o valor das suas empresas está pela metade, algumas falindo. E parece que a ficha caiu".

Em aparte, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) também reiterou as críticas ao presidente do PSDB, lembrando as declarações do senador mineiro de que Lula não era um competitivo, citando a queda de Aécio na pesquisa CNT/MDA. "Competitivo é Aécio, que está atrás do Bolsonaro? Que está com 10%? Ele tinha 35%, em 2015, entraram nessa aventura do impeachment, do golpe, paralisaram o país, criaram essa confusão", apontou.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247