Jorge Viana: luta da Islândia contra drogas é exemplo

Citando dados de reportagem do jornal espanhol El País, o senador Jorge Viana (PT-AC) comentou as medidas adotadas pelo governo da Islândia para inverter o consumo de drogas – lícitas e ilícitas – entre jovens: atividades extracurriculares focadas em esporte e cultura, aumento da maioridade penal, toque de recolher e legislação antidrogas mais dura. "Talvez possamos usar isso como modelo a ser adotado para tirar nossa juventude do flagelo das drogas", disse

Citando dados de reportagem do jornal espanhol El País, o senador Jorge Viana (PT-AC) comentou as medidas adotadas pelo governo da Islândia para inverter o consumo de drogas – lícitas e ilícitas – entre jovens: atividades extracurriculares focadas em esporte e cultura, aumento da maioridade penal, toque de recolher e legislação antidrogas mais dura. "Talvez possamos usar isso como modelo a ser adotado para tirar nossa juventude do flagelo das drogas", disse
Citando dados de reportagem do jornal espanhol El País, o senador Jorge Viana (PT-AC) comentou as medidas adotadas pelo governo da Islândia para inverter o consumo de drogas – lícitas e ilícitas – entre jovens: atividades extracurriculares focadas em esporte e cultura, aumento da maioridade penal, toque de recolher e legislação antidrogas mais dura. "Talvez possamos usar isso como modelo a ser adotado para tirar nossa juventude do flagelo das drogas", disse (Foto: Aquiles Lins)

247 - O senador Jorge Viana (PT-AC) aponta a Islândia como exemplo a ser seguido na política antidrogas, com queda acentuada, nos últimos 20 anos, do consumo de entorpecentes entre jovens. "O Brasil está na contramão, com uma política ultrapassada de combate às drogas", disse, em discurso na tribuna do Senado, nesta terça-feira, 10 de outubro. "Tudo que fizemos até aqui está errado".

Citando dados de reportagem do jornal espanhol El País, Viana comentou as medidas adotadas pelo governo da Islândia para inverter o consumo de drogas – lícitas e ilícitas – entre jovens: atividades extracurriculares focadas em esporte e cultura, aumento da maioridade penal, toque de recolher e legislação antidrogas mais dura. "Talvez possamos usar isso como modelo a ser adotado para tirar nossa juventude do flagelo das drogas", disse.

"Não tenho dúvidas. Fiz isso quando eu era prefeito e fiz também quando era governador; coloquei o esporte como um importante aliado", lembrou o senador. "A atividade, preencher a vida da juventude, abrindo portas de uma vida saudável, de hábitos saudáveis".

Adotando essas medidas, o governo islandês mudou a realidade. Na Islândia, nos últimos 20 anos, a taxa de rapazes entre 15 e 16 anos que consomem álcool caiu de 42% em 1998 para 5% em 2016. Outros dados são ainda mais eloquentes: o índice de consumo de maconha passou de 17% para 7% entre adolescentes. As informações sobre consumo de cigarro mostram redução mais drástica: queda de 23% para 3%.

MAIORIDADE

"A Islândia optou por ampliar a maioridade penal e colocar os jovens para desenvolver atividades em arte e esporte", destacou Viana. O país detinha os piores índices de envolvimento de jovens com drogas da Europa. Hoje, a Islândia ocupa o primeiro lugar no ranking sobre adolescentes com um estilo de vida saudável.

No Brasil, os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um quadro grave no consumo de drogas entre jovens. O percentual de adolescentes que usam bebidas alcoólicas subiu de 50,3%, em 2012, para 55,5% em 2015. Já a taxa dos jovens que usaram drogas ilícitas aumentou de 7,3% para 9% no mesmo período.

Viana citou ainda dados sobre a violência entre jovens, para mostrar que a política antidrogas adotada pelo país está equivocada. Aqui, investe-se em palestras antidrogas e forte repressão, com propostas em tramitação no Congresso que defendem a redução da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos.

Dados oficiais mostram que a juventude está sendo massacrada no Brasil. De acordo com os dados do Mapa da Violência 2016, cerca de 25 mil jovens de 15 a 29 anos foram mortos por armas de fogo no Brasil em 2014, um aumento de quase 700% em relação aos dados de 1980. "É um quadro dramático", alerta.

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