Juristas sobre suspeição de Moro: um processo que precisa descansar

Artigo assinado pelos juristas Lenio Streck e Fabiano Silva dos Santos e pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenadores do Grupo Prerrogativas, diz que conclusão do julgamento sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro é uma vitória

(Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS | Brasil/247 | Reprodução)
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247 - Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, os coordenadores do Grupo Prerrogativas, os juristas Lenio Streck e Fabiano Silva dos Santos e o advogado Marco Aurélio de Carvalho defenderam que  “processos arranhados pelo tempo, pelo desgaste de uma prisão ilegal e injusta, pelas vicissitudes do cotidiano do judiciário, lanhados por idiossincrasias de personagens e interesses, efetivamente necessitam parar”. A afirmação foi uma referência ao julgamento sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, que será retomado pelo Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (23). 

O coletivo destaca que após longos anos o ex-presidente Lula teve reconhecida em seu favor, que o Plenário da corte mantivesse a decisão da 2ª Turma que declarou Moro suspeito para julgá-lo na chamada Força Tarefa da Lava Jato.

“Mas havia algo ainda mais grave do que a violação do juiz natural: a suspeição do juiz da causa, Sérgio Fernando Moro, que se esforçou ao máximo para que seus feitos fossem “reconhecidos”. Um juiz que, como já dissemos, atirou a flecha e depois pintou o alvo. Uma parcialidade criminosa e constrangedora”.

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Os juristas destacam que a conclusão do julgamento nesta quarta-feira não deixará dúvidas “pairando no ar”. “Em boa hora, com a devolução do pedido de vista, a matéria foi pautada para a sessão plenária desta quarta-feira. Este julgamento pode agora finalmente chegar ao fim".

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