Laranja sai, laranja fica: falta de critérios assusta aliados de Bolsonaro, diz Sakamoto

"Qual o critério objetivo para mandar alguém ao paredão? Ele demitiu um ministro suspeito de irrigar o Laranjal do PSL, mas mantém outro, também envolvido com plantação de cítricos no partido, Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), no cargo em que está", disse o jornalista; "O impacto imediato do aumento do 'risco bolsonaro' é o aumento do custo do apoio por parte de deputados e senadores para aprovar projetos'

Laranja sai, laranja fica: falta de critérios assusta aliados de Bolsonaro, diz Sakamoto
Laranja sai, laranja fica: falta de critérios assusta aliados de Bolsonaro, diz Sakamoto (Foto: Dir.: em cima (Marcelo Camargo-ABR) / meio (Alan Santos-PR) / embaixo (Valter Campanato-ABR))

247 - O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que o presidente Jair Bolsonaro "humilhou publicamente" o agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno, "chamando de 'mentiroso', nas redes sociais e na TV, um de seus mais próximos aliados".

"Qual o critério objetivo para mandar alguém ao paredão? Ele demitiu um ministro suspeito de irrigar o Laranjal do PSL, mas mantém outro, também envolvido com plantação de cítricos no partido, Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), no cargo em que está", complementou.

Segundo o jornalista, "não é novidade que tanto o presidente quanto o governo voltem atrás em questões relevantes, após críticas da população, colocando a culpa do batecabeça ou do balão de ensaio na imprensa que faria 'fake news'. A falta de critérios aliada à intempestividade de Bolsonaro e de seus filhos no intuito de defenestrar um assessor que já não cabia em seus planos muda a relação com aliados no Congresso".

"O impacto imediato do aumento do 'risco bolsonaro' é o aumento do custo do apoio por parte de deputados e senadores para aprovar projetos. Mais cargos terão que ser distribuídos e mais emendas liberadas do que aquilo que ele já teria que distribuir para ver aprovada a Reforma da Previdência por não ter uma base partidária sólida. Com isso, a sua promessa de nova política, jurada em milhões de mensagens de WhatsApp na campanha eleitoral, pode durar menos que romance de carnaval e pode morrer antes da Quarta-feira de Cinzas".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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