Lava Jato: corrupção não é partidária

Questionado em coletiva de imprensa sobre o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, e o envolvimento do partido em esquema de corrupção para abafar a CPI da Petrobras no Congresso, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que as investigações foram prejudicadas uma vez que o tucano não está vivo e ressaltou que a corrupção no Brasil "não é partidária", mas fruto do sistema político

Questionado em coletiva de imprensa sobre o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, e o envolvimento do partido em esquema de corrupção para abafar a CPI da Petrobras no Congresso, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que as investigações foram prejudicadas uma vez que o tucano não está vivo e ressaltou que a corrupção no Brasil "não é partidária", mas fruto do sistema político
Questionado em coletiva de imprensa sobre o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, e o envolvimento do partido em esquema de corrupção para abafar a CPI da Petrobras no Congresso, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que as investigações foram prejudicadas uma vez que o tucano não está vivo e ressaltou que a corrupção no Brasil "não é partidária", mas fruto do sistema político (Foto: Gisele Federicce)

247 – Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato informaram em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira 12 que as investigações envolvendo o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra foram prejudicadas, uma vez que o tucano já faleceu, mas ressaltaram que a corrupção não é partidária no Brasil.

Delatores disseram ter feito pagamento de R$ 10 milhões a Sérgio Guerra em 2009 para abafar a CPI da Petrobras no Congresso. Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, o que foi apurado na 28ª fase, deflagrada nesta terça, tem relação com a CPI de 2014 e, portanto, não há indícios de participação do PSDB nesta fase.

Na coletiva, ao ser questionado sobre o envolvimento de Guerra, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que a corrupção no Brasil "não é partidária", mas fruto do sistema político e utilizada para o financiamento de campanhas políticas, independente do partido.

Segundo ele, o esquema de travestir propinas em forma de doações aparentemente legais "já existe e há muito tempo". Nesta fase da operação, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso acusado de receber dinheiro de propina das empreiteiras UTC e OAS, no valor de R$ 5,350 milhões, e repassado a partidos de sua coligação, "União e Força".

Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, a prisão preventiva do ex-senador Gim Argello foi necessária porque os valores envolvidos ainda não foram recuperados.

Leia mais na reportagem da Reuters sobre a coletiva:

Sistema político partidário no país está "apodrecido", diz procurador da Lava Jato

(Reuters) - O procurador da força-tarefa da operação Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta terça-feira que o sistema político partidário do país está "apodrecido" e que a corrupção está espalhada por diferentes partidos, tanto da base governista como da oposição.

Segundo Lima, a nova fase da Lava Jato deflagrada nesta terça, que resultou na prisão do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) por suspeita de tentar obstruir as investigações de CPIs da Petrobras no Congresso, mostra que a corrupção não é partidária e sim decorrente do sistema político.

Argello foi preso nesta manhã pela Polícia Federal por suspeita de que atuou para evitar a convocação de executivos de empreiteiras envolvidos no esquema de corrupção da Lava Jato para prestar depoimento a CPIs no Congresso, em troca de pagamentos a partidos políticos.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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