Lembo, do Mackenzie, se levanta contra o golpe

"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", dispara o advogado Cláudio Lembo, professor da USP e do Mackenzie; filiado ao PSD, o estudioso, que já integrou o DEM, afirma que a sua antiga legenda e o PSDB querem "derrubar o governo a qualquer custo", por não se conformarem com o resultado das urnas em 2014; "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida", acrescenta

"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", dispara o advogado Cláudio Lembo, professor da USP e do Mackenzie; filiado ao PSD, o estudioso, que já integrou o DEM, afirma que a sua antiga legenda e o PSDB querem "derrubar o governo a qualquer custo", por não se conformarem com o resultado das urnas em 2014; "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida", acrescenta
"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", dispara o advogado Cláudio Lembo, professor da USP e do Mackenzie; filiado ao PSD, o estudioso, que já integrou o DEM, afirma que a sua antiga legenda e o PSDB querem "derrubar o governo a qualquer custo", por não se conformarem com o resultado das urnas em 2014; "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida", acrescenta (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - Advogado e professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e do Mackenzie, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo disparou contra pedidos de impeachment para tirar a presidente Dilma Rousseff do poder.

"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", diz ele, segundo o colunista da Folha Bernardo Mello Franco.

Lembo, de77 anos, cita o jurista Pontes de Miranda, para afirmar que a derrubada de um presidente "só se permite, nas democracias, em caso de extrema necessidade".

"Não se deve buscar interromper o mandato eletivo. Isso é um desrespeito à população, seja quem for o eleito. O impeachment é um instrumento violento, que causa instabilidade à economia e ao país", acrescenta.

Filiado ao PSD, o professor, que integrou os quadros do DEM até 2011, afirma que a sua antiga legenda e o PSDB querem "derrubar o governo a qualquer custo", por não se conformarem com o resultado das urnas em 2014.

"A oposição não aceitou o resultado da eleição e quer derrubar o governo a qualquer custo. Só sabem falar em impeachment. Estão perdidos, em estado de neurose coletiva", diz. "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida".

Lembo também criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que já defendeu a renúncia de Dilma. "Um ex-presidente não devia falar isso. Eu também acho que ele poderia ter renunciado quando comprou a reeleição", dispara.

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