Luís Costa Pinto: a resistência precisa construir um projeto de retomada do poder

Para o jornalista, falta uma ação política de construção de um projeto da resistência. Em fala durante o Encontro de Assinantes do 247 em Brasília, ele também ressaltou a importância de entidades como a ABI (Associação Brasileira de Imprensa). “Nós temos hoje a tentativa de fazer o renascimento, o ressurgimento de algumas entidades e associações que são fundamentais e relevantes para a verbalização, para fazer eco ao discurso político de liberdade, de justiça, de humanidade e democrático". Assista

247 - O jornalista Luís Costa Pinto marcou presença no Encontro de Assinantes do 247 em Brasília e falou da necessidade da criação de um projeto político da resistência em relação à mídia. Em sua declaração, o jornalista também criticou a radicalização do movimento sindical na área jornalística.

“Construção do projeto: é exatamente isso que falta hoje na ação política que a gente está vivenciando na resistência. É a construção de um projeto de retomada do poder, que passa pelo caminho da chegada ao poder. Esse caminho pressupõe alianças”, disse Luís Costa Pinto.

Sobre o movimento sindical, o jornalista se disse preocupado com a radicalização das entidades e afirmou que as direções dos sindicatos ainda não assimilaram a “sinuca” na qual o país se encontra.

“Vejo com muita preocupação hoje o movimento sindical nessa questão da construção de um projeto porque acho que o movimento sindical está, em muitos momentos, radicalizado. Claro, está pressionado pela ausência de recurso, pelo fim das formas de financiamento que nós construímos ao longo da democracia para que se permitisse a existência de um movimento sindical, mas ele não compreendeu ainda, de forma mais ampla, a sinuca em que a sociedade está”.

Luís Costa Pinto citou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como exemplo a  ser seguido pelos sindicatos dos jornalistas espalhados pelo Brasil. “Nós temos hoje a tentativa de fazer o renascimento, o ressurgimento de algumas entidades e associações que são fundamentais e relevantes para a verbalização, para fazer eco ao discurso político de liberdade, de justiça, de humanidade e democrático. Por exemplo a recuperação da Associação Brasileira de Imprensa, que foi uma das coisas mais relevantes dos últimos tempos a ABI ter sido restaurada na sua capacidade de ser uma voz política. Nós precisamos fazer isso nos sindicatos de jornalistas, mesmo naqueles que estão atuando com diretorias de esquerda que não compreenderam o que está acontecendo aqui em Brasília”.

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