Lula cobra do PT respostas rápidas contra denúncias

Segundo pesquisas internas, acusações envolvendo o deputado estadual Luiz Moura (SP) e o federal André Vargas (PR) estariam prejudicando o desempenho eleitoral de Dilma Rousseff e do ex-ministro Alexandre Padilha (Saúde) especialmente no Estado de São Paulo; Moura, que teria se reunido com membros do PCC, foi suspenso da sigla e não poderá disputar as eleições deste ano; Vargas foi forçado a se desfiliar após a Operação Lava Jato revelar supostas ligações com o doleiro Alberto Youssef

Segundo pesquisas internas, acusações envolvendo o deputado estadual Luiz Moura (SP) e o federal André Vargas (PR) estariam prejudicando o desempenho eleitoral de Dilma Rousseff e do ex-ministro Alexandre Padilha (Saúde) especialmente no Estado de São Paulo; Moura, que teria se reunido com membros do PCC, foi suspenso da sigla e não poderá disputar as eleições deste ano; Vargas foi forçado a se desfiliar após a Operação Lava Jato revelar supostas ligações com o doleiro Alberto Youssef
Segundo pesquisas internas, acusações envolvendo o deputado estadual Luiz Moura (SP) e o federal André Vargas (PR) estariam prejudicando o desempenho eleitoral de Dilma Rousseff e do ex-ministro Alexandre Padilha (Saúde) especialmente no Estado de São Paulo; Moura, que teria se reunido com membros do PCC, foi suspenso da sigla e não poderá disputar as eleições deste ano; Vargas foi forçado a se desfiliar após a Operação Lava Jato revelar supostas ligações com o doleiro Alberto Youssef (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - O ex-presidente Lula cobra do PT uma ação mais ágil enérgica em resposta a denúncias envolvendo deputados da sigla para diminuir os desgastes principalmente sobre os candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha, que visam as disputas da Presidência da República e do governo de São Paulo, respectivamente. Pesquisas internas indicam que os dois principais nomes do PT para a disputa de 2014 têm perdido votos especialmente em São Paulo.

Lula se refere aos recentes casos de denuncias envolvendo deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com membros da organização criminosa PCC, e do ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PR), após ser revelada pela Operação Lava Jato sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro. Vargas se desfiliou do PT.

"Ou a gente endurece no tema corrupção, ou podemos ir para casa", escreve o jornal Folha de S. Paulo. citando “um aliado da presidente Dilma Rousseff”. Um outro “interlocutor de Lula”, ainda segundo a Folha, diz que os dois casos são especialmente prejudiciais por associarem petistas a criminosos comuns.

Em maio, num encontro nacional do partido, Lula instou correligionários a fazer uma defesa mais contundente da sigla, que não "nasceu para fazer tudo que os outros fazem".

Segundo a Folha, pesquisas encomendadas pelo PT sugerem que a questão da corrupção é especialmente preocupante em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e Estado governado pelo PSDB há quase duas décadas.

Os petistas entendem que vitórias obtidas após as condenações da Ação Penal 470, o chamado mensalão, mostram que o eleitorado deu ao PT uma segunda chance, mas o partido teme que essa boa vontade esteja se esgotando.

O PT já adotou uma linha mais dura. Moura foi suspenso na última terça-feira (3) e não poderá concorrer à reeleição em outubro. O caso preocupa Lula porque sua associação com o PCC enfraquece o discurso que Padilha pretende adotar contra o governador Geraldo Alckmin na área de segurança pública.

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