Maia: ‘impressão’ é que Bolsonaro usa filho para induzir saída de Bebianno

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro precisa "comandar a solução" para a crise política que envolve o ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno; "A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair", disse

Maia: ‘impressão’ é que Bolsonaro usa filho para induzir saída de Bebianno
Maia: ‘impressão’ é que Bolsonaro usa filho para induzir saída de Bebianno

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (14) ao Blog de Andréia Sadi que o presidente Jair Bolsonaro precisa "comandar a solução" para a crise política que envolve o ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno, suspeito de ter autorizado a liberação de R$ 400 mil em recursos públicos do fundo partidário para uma candidata "laranja" do PSL, partido de Jair Bolsonaro.

"A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair. E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado, ele não é presidente da associação dos militares", disse o parlamentar do DEM. "Então, se ele está com algum problema, ele tem que comandar a solução, e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos", complementou.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL) chamou o ministro de mentiroso nesta quarta-feira (13).

"Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista", disse. "Não há roupa suja a ser lavada! Apenas a verdade: Bolsonaro não tratou com Bebiano o assunto exposto pelo O Globo como disse que tratou", continuou.

Segundo  Maia, é um "risco muito grande" para um governo transformar o episódio de Bebianno em uma crise porque há desafios importantes para o governo enfrentar, entre os quais a aprovação da reforma da Previdência.

"Olha, eu não gosto de ficar me movendo nas relações familiares, mas eu acho que o episódio do Bebianno não tem relação com o Bebianno. O Bebianno transferiu dinheiro para o diretório [do PSL], não é? Ou para uma candidata de um estado. Qualquer presidente de partido poderia passar por isso. Você transformar isso numa crise dentro do Palácio do Planalto, eu acho que é risco muito grande pra um governo que precisa analisar a liderança, unidade, porque vai ter desafios importantes começando pela Previdência", afirmou.

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