Maia: Temer não tem força nem para MPs e deve mudar ministério

Em conversa no Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), avisou Michel Temer que o governo corre risco de ser derrotado em plenário até mesmo em votações de medidas provisórias; Maia tem defendido uma reforma ministerial que contemple o novo mapa de forças políticas que resultou da votação da segunda denúncia; "Tudo agora vai depender de Temer. A insatisfação é enorme. Se quiser aprovar uma agenda mínima, terá que atuar", desabafou; Rodrigo Maia avisou que o governo pode ser surpreendido já na votação das medidas provisórias do ajuste fiscal. Segundo ele, o cenário é de derrota do Palácio do Planalto; ele sugeriu ao governo enviar todas as matérias do pacote de ajuste fiscal por meio de projeto de lei

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Michel Temer
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Michel Temer (Foto: Aquiles Lins)

247 - Em conversa no Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), avisou Michel Temer que o governo corre risco de ser derrotado em plenário até mesmo em votações de medidas provisórias.

Apesar de ter conseguido 251 votos para barrar a denúncia, Maia tem dito em conversa reservada que é um erro o governo pensar que o placar reflita a força do governo. 

De acordo com o jornalista Gerson Camarotti, Maia tem defendido uma reforma ministerial que contemple o novo mapa de forças políticas que resultou da votação da segunda denúncia. E chegou a falar para integrantes do núcleo do Palácio do Planalto que seria um grande erro deixar para março de 2018 a reforma ministerial.

"Tudo agora vai depender de Temer. A insatisfação é enorme. Se quiser aprovar uma agenda mínima, terá que atuar", desabafou o presidente da Câmara numa conversa pouco antes de embarcar para a viagem de uma semana ao exterior, na noite desta sexta-feira (27).

Rodrigo Maia avisou que o governo pode ser surpreendido já na votação das medidas provisórias do ajuste fiscal. Segundo ele, o cenário é de derrota do Palácio do Planalto. Ele sugeriu ao governo enviar todas as matérias do pacote de ajuste fiscal por meio de projeto de lei. Mas a equipe econômica resiste.

 

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