Maioria dos integrantes do CNJ recebeu acima do teto

Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por regulamentar o recebimento dos penduricalhos que elevam os pagamentos aos magistrados, tem pelo menos 14 dos 17 membros que receberam em 2017 rendimento líquido acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil; conselheiro mais bem remunerado no período analisado pela reportagem foi o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa da Veiga, que recebeu R$ 110 mil em dezembro. Veiga também recebeu acima do teto em novembro (R$ 57 mil) e junho (R$ 55 mil)

Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por regulamentar o recebimento dos penduricalhos que elevam os pagamentos aos magistrados, tem pelo menos 14 dos 17 membros que receberam em 2017 rendimento líquido acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil; conselheiro mais bem remunerado no período analisado pela reportagem foi o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa da Veiga, que recebeu R$ 110 mil em dezembro. Veiga também recebeu acima do teto em novembro (R$ 57 mil) e junho (R$ 55 mil)
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por regulamentar o recebimento dos penduricalhos que elevam os pagamentos aos magistrados, tem pelo menos 14 dos 17 membros que receberam em 2017 rendimento líquido acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil; conselheiro mais bem remunerado no período analisado pela reportagem foi o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa da Veiga, que recebeu R$ 110 mil em dezembro. Veiga também recebeu acima do teto em novembro (R$ 57 mil) e junho (R$ 55 mil) (Foto: Aquiles Lins)

247 - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por regulamentar o recebimento dos penduricalhos que elevam os pagamentos aos magistrados, tem pelo menos 14 dos 17 membros que receberam em 2017 rendimento líquido acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil.

Levantamento feito pelo Estado com base nas folhas de pagamento dos órgãos de origem dos integrantes do CNJ, de janeiro a dezembro do ano passado, aponta que a remuneração global desses integrantes do conselho extrapolou o teto ao menos uma vez em 2017, incluindo o salário e os penduricalhos, como auxílio-moradia, auxílio-alimentação, antecipação de 13.º salário e outros benefícios. Eles também acumulam verbas recebidas por sua atuação no CNJ, o que eleva os vencimentos.

O conselheiro mais bem remunerado no período analisado pela reportagem foi o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa da Veiga, que recebeu R$ 110 mil em dezembro. Veiga também recebeu acima do teto em novembro (R$ 57 mil) e junho (R$ 55 mil).

O conselheiro Valtércio Ronaldo de Oliveira, desembargador do TRT-BA, extrapolou o teto em seis meses do ano passado. Em dezembro, ele recebeu R$ 101 mil. O conselheiro Márcio Scheifler Fontes também recebeu acima do teto em seis dos 12 meses do ano passado. Em sessão do CNJ, porém, Schiefler disse que mesmo verbas tradicionalmente vistas como indenizatórias, como ajuda de custo para mudança ou diárias, podem vir a "desnaturar-se".

O plenário do STF deverá discutir as liminares de Fux sobre auxílio-moradia em março, mas a data do julgamento ainda não foi marcada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo e do CNJ.

As informações são do jornal Estado de S. Paulo

 

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