Marina agora defende as privatizações

Presidenciável da Rede, Marina Silva se diz favorável a privatizações de estatais; "Eu não tenho uma visão dogmática contra a privatização. De jeito nenhum", defendeu ela nesta sexta-feira, 3, acrescentando que antes de privatizar uma empresa, é preciso apresentar um plano à sociedade; questionada sobre a reforma da Previdência, Marina Silva disse que será uma das reformas emergenciais de seu governo e defendeu o teto de gastos públicos; “Eu já propus que a gente tinha que ter limitação para o gasto público em 2010”

Marina agora defende as privatizações
Marina agora defende as privatizações (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

247 - A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata a presidente pela Rede, deu entender nesta sexta-feira, 3, que poderá privatizar estatais se eleita. "Eu não tenho uma visão dogmática contra a privatização. De jeito nenhum", defendeu MArina em entrevista ao jornal Valor

A presidenciável da Rede disse ainda que, antes de privatizar uma empresa, é preciso apresentar um plano à sociedade. No caso da Eletrobras, o governo precisa dizer se investirá, nos próximos anos, mais em hidrelétricas ou em energias renováveis, para que ninguém compre "gato por lebre".

Questionada sobre a reforma da Previdência, Marina Silva disse que será uma das reformas emergenciais de seu governo. "Hoje não tem como fazer esse pulo, mas é isso [o regime de capitalização] que devemos perseguir", disse Marina.  "Até o governo está dizendo que isso não é possível, porque na hora de fazer a migração ele mesmo viu que não tem como dar a sua contrapartida e o déficit público vai aumentar cada vez mais".

Marina criticou a PEC do Teto dos Gastos e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Congresso, mas não se comprometeu com a revogação nem de uma, nem de outra. “Eu já propus que a gente tinha que ter limitação para o gasto público em 2010”, disse. A ideia da ministra é investir apenas metade o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo a pré-candidata do Rede, "desde 2010 falamos que o caminho é esse: transitar para um regime de capitalização da Previdência. É isso que vai resolver adequadamente".

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