Marina diz que carta de Temer é rompimento oficial do PMDB

ex-senadora Marina Silva (Rede) disse que a carta entregue pelo vice-presidente, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff apenas "oficializa" a ruptura entre o PMDB e o PT,"Só que não é uma ruptura que se oficializa, porque na prática ela vem e muito tempo, pelo visto. Está narrada na carta do próprio vice-presidente. Ele apenas oficializou aquilo que nós ainda não tínhamos como uma informação oficial", disse; ela também disse que o documento atesta que Temer também teve responsabilidade na adoção das pedaladas fiscais, "Em relação às pedaladas, o vice-presidente está dizendo que assinou documentos que também são pedaladas", afirmou

Brasília - A ex-senadora e fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, apresenta oficialmente os novos filiados ao partido no Congresso Nacional, durante o ato Brasil em Rede (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - A ex-senadora e fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, apresenta oficialmente os novos filiados ao partido no Congresso Nacional, durante o ato Brasil em Rede (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
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247 - A ex-senadora Marina Silva (Rede) disse que a carta entregue pelo vice-presidente, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff apenas "oficializa" a ruptura entre o PMDB e o PT, até porque, "na prática já ocorreu". Em relação ao processo de Impeachment, ela disse que Michel Temer também é responsável pela prática das chamadas pedaladas fiscais.

Marina, que está em Paris participando da 21ª Conferência do Clima (COP21) das Nações Unidas, disse que a situação não pode ser vista como uma "divergência" Eu considero isso uma ruptura", cravou. "Só que não é uma ruptura que se oficializa, porque na prática ela vem e muito tempo, pelo visto. Está narrada na carta do próprio vice-presidente. Ele apenas oficializou aquilo que nós ainda não tínhamos como uma informação oficial", completou.

Segundo ela, a carta de Temer também demonstra que ele teria tido responsabilidade na adoção das pedaladas fiscais pelo governo, que é o principal motivo para abertura do processo de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Em relação às pedaladas, o vice-presidente está dizendo que assinou documentos que também são pedaladas", observou Marina. "Em relação à crise econômica, ele também é parte. O partido dele também está envolvido na Lava Jato", destacou.
"Temos de parar com essa ansiedade tóxica de querer repetir a história. Tem muita gente querendo repetir a história", disse em referência ao processo de afastamento da presidente. Segundo ela, a análise do pedido de cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do mandato da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014 é mais consistente que o processo que corre na Câmara.

"Não podemos esquecer que nesse momento o PT e o PMDB, ambos estão implicados. Ambos produziram a crise política, ambos produziram a crise econômica e estão implicados porque, se temos no PT o tesoureiro Vacari e o líder do governo (senador Delcídio Amaral) presos, o presidente Renan (Calheiros) e o presidente (Eduardo) Cunha do PMDB estão igualmente implicados", avaliou.

Para ela, apesar do impeachment "não ser um golpe", ele serviria para que Temer assuma o poder. A sociedade brasileira não pode deixar que se coloque um passe partout colorido nessa crise terrível em preto e branco e se ache que o problema está resolvido", disparou. "

 

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