Marina: governo foi "conivente" com irregularidades

Presidenciável pelo PSB diz que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem "responsabilidade política" sobre o esquema de propina delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e que seu governo foi "conivente" para que ocorressem atos irregulares dentro da estatal; já sobre o suposto envolvimento de Eduardo Campos, também citado por Costa como um dos beneficiados no esquema, fala em preocupação com a "verdade"; "Queremos que todas as investigações sejam feitas com todo o rigor, doa a quem doer"; ontem, ela pediu que não houvesse uma "segunda morte de Campos por leviandade"

Presidenciável pelo PSB diz que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem "responsabilidade política" sobre o esquema de propina delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e que seu governo foi "conivente" para que ocorressem atos irregulares dentro da estatal; já sobre o suposto envolvimento de Eduardo Campos, também citado por Costa como um dos beneficiados no esquema, fala em preocupação com a "verdade"; "Queremos que todas as investigações sejam feitas com todo o rigor, doa a quem doer"; ontem, ela pediu que não houvesse uma "segunda morte de Campos por leviandade"
Presidenciável pelo PSB diz que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem "responsabilidade política" sobre o esquema de propina delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e que seu governo foi "conivente" para que ocorressem atos irregulares dentro da estatal; já sobre o suposto envolvimento de Eduardo Campos, também citado por Costa como um dos beneficiados no esquema, fala em preocupação com a "verdade"; "Queremos que todas as investigações sejam feitas com todo o rigor, doa a quem doer"; ontem, ela pediu que não houvesse uma "segunda morte de Campos por leviandade" (Foto: Gisele Federicce)

247 – A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira 8 que a presidente Dilma Rousseff tem "responsabilidade política" sobre o esquema de propina delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A presidenciável, que visitou uma creche em São Paulo, afirmou que o governo atual foi "conivente" com as supostas irregularidades.

"Quem manteve toda essa quadrilha que está acabando com a Petrobras é o atual governo, que, conivente, deixou que todo esse desmande acontecesse em uma das empresas mais importantes do nosso país", disse Marina Silva. "A presidente tem responsabilidade política. Eu não seria leviana de dizer que ela tem responsabilidade direta. Eu prefiro que as investigações aconteçam. Eu não vou querer ganhar uma eleição a qualquer custo e a qualquer preço", acrescentou.

Sobre o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), falecido no dia 13 de agosto, também ter sido citado por Costa como um dos beneficiados no esquema de corrupção operado pelo doleiro Alberto Youssef, ela afirmou que o partido, que era presidido por Campos, defende de que investigações "sejam feitas com todo o vigor".

"Estamos preocupados com a verdade. Queremos que todas as investigações sejam feitas com todo o rigor, doa a quem doer, seja o que for que tenhamos nestas investigações. Eu confio no trabalho da Polícia Federal, a Polícia Federal me ajudou muito quando eu era ministra do Meio Ambiente, me ajudou a desbaratar verdadeiras quadrilhas", disse. Neste domingo, a candidata pediu que não houvesse uma "segunda morte de Campos por leviandade" (leia aqui).

Abaixo, reportagem da Reuters a respeito:

Para Marina, Dilma tem "responsabilidade política" sobre corrupção na Petrobras


SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff tem "responsabilidade política" no escândalo de corrupção da Petrobras.

"A presidente tem responsabilidade política. Eu não seria leviana de dizer que ela tem responsabilidade direta", disse Marina a jornalistas durante visita a uma creche na capital paulista.

Denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, segundo reportagem da revista Veja, apontaram um esquema de pagamento de recursos da estatal a políticos de partidos da base aliada do governo. Para Marina, o governo federal foi "conivente" com a corrupção na estatal.

Entre os nomes que teriam sido citados por Costa no processo de delação premiada está o do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo em agosto quando fazia campanha como candidato à Presidência pelo PSB.

Questionado sobre o nome de Campos aparecer nas denúncias, Marina disse confiar no trabalho da Polícia Federal e pediu que todas as acusações sejam investigados.

"Conhecereis a verdade e ela nos libertará", disse a ex-senadora citando um trecho da Bíblia, pedindo que o caso seja apurado "doa a quem doer".

"Não queremos nenhum tipo de conivência por conveniência política", afirmou Marina.

Indagada se acreditava nas declarações do ex-diretor da Petrobras, Marina lembrou que ele decidiu falar em um processo de delação premiada, ou seja, para reduzir uma eventual pena.

"O Ministério Público não ia premiar aquilo que não tem base na realidade", afirmou.

A candidata do PSB garantiu que, num eventual governo seu, as indicações para a Petrobras serão "técnicas" e os nomes para ocupar cargos na estatal serão encontrados em "comitês de busca".

Marina criticou ainda o que classificou como "quadrilha" atuando na Petrobras e disse que os recursos do pré-sal devem ser usados na educação, e não para a corrupção.

Marina tem sido alvo de críticas da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), que tem afirmado que, se eleita, a candidata do PSB reduzirá os investimento na exploração do petróleo na camada pré-sal.

A candidata visitou nesta segunda-feira uma creche administrada por uma entidade em convênio com a Prefeitura de São Paulo, administrada pelo PT.

Ela disse tratar-se de uma "visita técnica" com o objetivo de conhecer experiências que deram certo com o intuito de transformá-las em políticas públicas e que não implicava em nenhuma vinculação política.

Marina lembrou a promessa feita por Dilma na eleição de 2010 de construir 6 mil creches e disse que apenas 400 foram construídas e outras 700 estão em andamento.

Ela reiterou seus compromisso de investir 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em educação e com a educação "integral e em tempo integral".

(Por Eduardo Simões)

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