Marinho falou por Lula. Falta FHC se apresentar

A entrevista de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, nesta segunda-feira explicita a posição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende um pacto político por novas eleições presidenciais em 2017; à direita, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também prega diretas já; a peça que ainda não se moveu no tabuleiro é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que articulou o golpe, imaginando que a transição para 2018 seria bem-sucedida; a "pinguela", no entanto, já caiu e o PSDB corre o risco de morrer abraçado a Temer se não se mover pela volta da democracia o quanto antes

A entrevista de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, nesta segunda-feira explicita a posição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende um pacto político por novas eleições presidenciais em 2017; à direita, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também prega diretas já; a peça que ainda não se moveu no tabuleiro é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que articulou o golpe, imaginando que a transição para 2018 seria bem-sucedida; a "pinguela", no entanto, já caiu e o PSDB corre o risco de morrer abraçado a Temer se não se mover pela volta da democracia o quanto antes
A entrevista de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, nesta segunda-feira explicita a posição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende um pacto político por novas eleições presidenciais em 2017; à direita, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também prega diretas já; a peça que ainda não se moveu no tabuleiro é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que articulou o golpe, imaginando que a transição para 2018 seria bem-sucedida; a "pinguela", no entanto, já caiu e o PSDB corre o risco de morrer abraçado a Temer se não se mover pela volta da democracia o quanto antes (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Em entrevista publicada nesta segunda-feira, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, falou pelo ex-presidente Lula, ao defender novas eleições presidenciais em 2017.

"Será preciso uma pactuação política entre partidos e líderes políticos. Seria uma mesquinharia falar no próprio mandato. Estamos falando do Brasil, de desemprego, da ausência de emprego para jovens, de não enxergarmos saída. Suportar a situação até as eleições de 2018 é sangrar demais a economia", disse ele. "Uma emenda constitucional antecipando as eleições. Pode ser para agosto de 2017, setembro. Faz um mandato excepcional, de cinco anos. A partir de 2022, 2020, voltaria a normalidade dos mandatos."

Assim como o PT quer diretas já em 2017, a bandeira é também encampada pelo DEM, onde o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) tem-se posicionado com frequência em favor das diretas. "Quem não deve não teme as urnas, e o povo saberá separar o joio do trigo -aliás, só ele poderá fazê-lo. Não significa que o novo presidente estará investido de dons miraculosos. Mas, com certeza, terá autoridade moral, delegada pela maioria, para encaminhar as mudanças necessárias. E são mudanças urgentes, a serem debatidas e explicitadas no curso da campanha", escreveu ele ainda no fim de semana.

A peça que ainda não se moveu é o PSDB, por razões óbvias. Foram o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que articularam o golpe de 2016, em aliança com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba. Com essa manobra, o PSDB se tornou fiador da "pinguela" Michel Temer, acreditando que a "ponte para o futuro" garantiria uma transição suave até 2018.

Ocorre que a "pinguela" já caiu e virou um péssimo negócio para os tucanos. Caso o PSDB não se mova para restabelecer a democracia, correrá o risco de morrer abraçado ao desastre Temer.

Abaixo, vídeo recente do ex-presidente Lula:

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