Ministro do Turismo pede que investigação sobre laranjas vá para o STF

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ingressou com uma ação junto ao STF para que as investigações contra ele no caso das candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais fiquem sob responsabilidade da Corte; segundo a defesa, as supostas irregularidades teriam ocorrido quando ele ainda exercia o mandado de deputado e em função da atividade, o que abrangeria o entendimento da prerrogativa de foro

Ministro do Turismo pede que investigação sobre laranjas vá para o STF
Ministro do Turismo pede que investigação sobre laranjas vá para o STF (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ingressou com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as investigações contra ele no caso das candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais fiquem sob responsabilidade da Corte, diz a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a defesa, as supostas irregularidades teriam ocorrido quando ele ainda exercia o mandato de deputado e em função da atividade, o que abrangeria o entendimento da prerrogativa de foro.

A defesa do ministro pleiteia que a apuração do Ministério Público em Minas seja suspensa até que o STF decida sobre a prerrogativa de foro. Na época, Álvaro Antônio presidia o PSL em Minas. As quatro suspeitas de envolvimento no caso das candidaturas laranjas receberam R$ 279 mil da verba pública de campanha através do diretório da legenda, ficando entre as 20 candidatas que mais receberam dinheiro do partido em todo o país. Cerca de R$ 85 mil deste total foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do ministro.

"Considerando que os crimes investigados têm relação estreita com o cargo e teriam sido cometidos quando o investigado estava em seu primeiro mandato parlamentar, então, permanece a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar os fatos", justificaram os advogados na ação.

Marcelo Álvaro é investigado pela Procuradoria Regional Eleitoral por conta sobre candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais. Segundo denúncias veiculadas pela imprensa, quatro candidatas que tiveram uma baixa votação nas últimas eleições teriam contratado empresas ligadas a assessores do ministro.

 

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