Moraes libera uso da força contra caminhoneiros

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acatou nesta sexta-feira pedido do governo e autorizou o uso da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e das Polícias Militares para o desbloqueio de rodovias interrompidas pela paralisação dos caminhoneiros, e decretou multas para manifestantes que desrespeitarem ordens para liberar as vias

Moraes libera uso da força contra caminhoneiros
Moraes libera uso da força contra caminhoneiros
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acatou nesta sexta-feira pedido do governo e autorizou o uso da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e das Polícias Militares para o desbloqueio de rodovias interrompidas pela paralisação dos caminhoneiros, e decretou multas para manifestantes que desrespeitarem ordens para liberar as vias.

A Advocacia-Geral da União (AGU) havia ingressado mais cedo nesta sexta com ação junto ao Supremo para o desbloqueio imediato de estradas com o uso das forças de segurança pública. Assinada pelo presidente Michel Temer e pela ministra-chefe da AGU, Grace Mendonça, a ação ajuizada com pedido de liminar também pedia multa de 100 mil reais por hora às entidades ligadas aos caminhoneiros e de 10 mil reais por dia aos manifestantes em caso de descumprimento.

O ministro deferiu o pedido da aplicação de multas conforme a solicitação do governo, e autorizou o uso das tropas federais "para impedir, inclusive nos acostamentos, a ocupação, a obstrução ou a imposição de dificuldade à passagem de veículos em quaisquer trechos das rodovias".

Moraes ressalvou o "resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento que porventura venham a se posicionar em locais inapropriados nas rodovias do país".

Em sua solicitação, a AGU havia argumentando que o bloqueio dos caminhoneiros "trata-se de situação de evidente exercício abusivo dos direitos de livre manifestação de greve por profissionais que exercem atividade considerada como essencial".

Segundo a AGU, o bloqueio das estradas tem violado "frontalmente" a liberdade de locomoção e o direito à propriedade, com reflexos suficientes para inviabilizar o escoamento da produção por rodovias.

A paralisação dos caminhoneiros, que protestam desde segunda-feira contra a alta no preço do óleo diesel, tem levado ao desabastecimento em várias cidades do país e afetado a produção em diversos setores da economia.

Os protestos permaneceram nesta sexta-feira mesmo após o governo federal e representantes da categoria anunciarem na noite de quinta, após sete horas de reunião, um acordo que previa o congelamento do preço do diesel nos níveis anunciados pela Petrobras nesta semana por 30 dias.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247