Moro admite que decreto de armas não tem a ver com segurança pública

Sérgio Moro admitiu que o decreto de Jair Bolsonaro que liberou o porte de armas a mais de um milhão de pessoas nada tem a ver com segurança pública e que é pagamento de uma dívida político-eleitoral à base bolsonarista; "Não tem a ver com a segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições", afirmou o ministro na Câmara dos Deputados

Moro admite que decreto de armas não tem a ver com segurança pública
Moro admite que decreto de armas não tem a ver com segurança pública (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - O ministro da Justiça, Sérgio Moro, admitiu nesta quarta-feira (8) que o decreto de Jair Bolsonaro que liberou o porte de armas a mais de um milhão de pessoas nada tem a ver com segurança pública e que é pagamento de uma dívida político-eleitoral à base bolsonarista: "Não tem a ver com a segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições".

Moro fez a afirmação na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados que se reuniu pra debater seu "pacote anticrime".

Moro insinuou que discorda do decreto assinado por Bolsonaro e que foi publicado nesta quarta-feira, concedendo porte de armas a 20 categorias, entre elas políticos, advogados, jornalistas e caminhoneiros e permitindo que crianças e adolescentes tenham acesso a armas. Ele foi questionado mais de uma vez se concordava com a medida e não respondeu.

Indagado pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) se concordava com o decreto, Moro evitou dizer se concordava ou não com a medida tomada pelo presidente. "Eventuais divergências são tratadas no âmbito do governo. Isso é normal. Eu aceitei ingressar como ministro por causa de uma convergência do meu projeto, que é avançar contra a corrupção, o crime organizado e crimes violentos. Que é um projeto convergente com o projeto do presidente Jair Bolsonaro. Agora, na formulação das políticas públicas, existe toda uma dinâmica dentro do governo. Tem debate, discussão, divergências, convergências. E isso é absolutamente natural", disse.  

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