Moro compara Lula, que foi preso para não disputar a eleição, a Eduardo Cunha

Após o STF marcar o julgamento sobre a sua parcialidade nos processos contra o ex-presidente Lula, o agora ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, resolveu falar sobre o assunto e comparou Lula com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. "O ex-presidente faz parte do meu passado", disse Moro.

Brazil's Justice Minister Sergio Moro attends a commission of Constitution and Justice in the Brazilian Federal Senate in Brasilia, Brazil June 19, 2019. REUTERS/Adriano Machado
Brazil's Justice Minister Sergio Moro attends a commission of Constitution and Justice in the Brazilian Federal Senate in Brasilia, Brazil June 19, 2019. REUTERS/Adriano Machado (Foto: Adriano Machado)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) marca o julgamento que pode dar início ao desmonte por completo a Lava Jato, incluindo a suspeição de Moro, o fim das investigações ilegais da Receita Federal e Coaf e as condenações da Lava Jato em processos nos quais a acusação teve a última palavra, o ex-juiz e agora Justiça e Segurança Pública Sergio Moro concede entrevista em que compara o ex-presidente Lula, que foi preso para não disputar a eleição, a Eduardo Cunha.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ao ser questionado sobre como avalia a decisão do ex-presidente Lula de rejeitar a progressão de pena e o regime semi aberto por ser um preso politico, Moro voltou a usar o argumento de que outras instâncias endossaram a sua sentença. "Esse álibi que havia perseguição política é muito comum e foi usado por vários, inclusive pelo Eduardo Cunha. O ex-presidente faz parte do meu passado. O que existe são condenações em mais de uma instância. O foco no meu trabalho é uma forma de distorcer o que já aconteceu", disse.

Sobre a sua parcialidade nos julgamentos que eram notórias pelas decisões proferidas sem base em provas e foram escancaradas com as mensagens reveladas pela Vaza Jato, Moro afirmou que houve "uma invasão criminosa de aparelhos celulares dos procuradores" e chamou o conteúdo de "supostas mensagens cuja autenticidade não foi verificada". Vale lembrar que os procuradores não entregaram os celulares para a perícia da Polícia Federal e Moro disse que apagou o conteúdo das conversas.

Apesar de não reconhecer a autenticidade das mensagens, Moro diz: "Tirando todo o sensacionalismo, no que eu vejo que foi divulgado não existe nada que justifique a afirmação de afetação da imparcialidade da minha parte. O que existe é uma grande distorção do conteúdo dessas supostas mensagens e na divulgação delas com absoluto sensacionalismo".

Questionado se está preocupado com a decisão que o Supremo pode tomar sobre a prisão em 2.ª instância, o ex-juiz da Lava Jato disse que "qualquer decisão do Supremo tem que ser respeitada".

"O senhor teme que possa haver anulações em série de julgamentos e condenações da Lava Jato?", perguntou o jornalista. "Não vejo isso no horizonte. Não vejo a possibilidade de isso acontecer, anulações…."

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247