Os ponteiros da sucessão presidencial foram adiantados em dois anos. Os nomes dos candidatos já frequentam as primeiras páginas com naturalidade. O governador tucano Geraldo Alckmin e o ex-ministro pedetista Ciro Gomes serão tratados como presidenciáveis de agora até o pleito gostem, caso do ex-ministro, ou não, como convém ao discreto governador paulista. Mas também já ensaiam largadas o ex-presidente Fernando Henrique, alçado à condição de favorito numa eleição indireta, via Congresso, se o angu do presidente Michel Temer desandar no TSE e, sem dúvida, o juiz Sergio Moro. Candidatíssimo.

Na mais recente pesquisa Datafolha o juiz sem partido brilha com 8% de intenções de voto, à frente do chanceler José Serra, de Ciro e, também, do próprio Alckmin. É consenso que, dada a vitória acachapante do PSDB nas municipais em São Paulo, com o toque dourado da vitória em primeiro turno de João Doria na capital, o governador paulista já cresceu, mas no Datafolha de setembro ele tinha apenas 4%, exatamente a metade das intenções do juiz. Em suas palestras pelo Brasil, entrevistas e em sua página no Facebook, Moro não esconde ser um cidadão engajado. Um homem que, cada vez com menos sutileza, se mostra pronto para missões maiores. Por exemplo, levar o Brasil da escuridão da corrupção para a luz de país honesto. Um predestinado.

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