Moro pressiona Rosa Weber a votar contra Lula

Em entrevista no Roda Viva na noite de ontem, o juiz federal Sérgio Moro —que condenou Lula sem provas no caso do triplex da OAS— aproveitou para mandar um recado para a ministra do Supremo Rosa Weber, cujo voto é considerado decisivo para a liberdade do ex-presidente: “Tenho expectativa de que esse precedente [prisão após condenação em segunda instância] não vai ser alterado”, declarou; Supremo está dividido sobre a questão da segunda instância, com cinco ministros defendendo a prisão e cinco a revisão desse procedimento, e Weber deve decidir a questão; antes do começo do programa, dezenas de manifestantes se reuniram na porta da TV Cultura em protesto contra as arbitrariedades do magistrado

Moro pressiona Rosa Weber a votar contra Lula
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247 - O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, mandou um recado, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, à ministra do STF Rosa Weber, cujo voto é considerado crucial na decisão sobre conceder ou não habeas corpus ao ex-presidente Lula, em sessão marcada para 4 de abril.

Ao citar a qualidade dos ministros do Supremo, ele mencionou apenas dois: o decano, Celso de Mello, e Weber, a quem fez fartos elogios.

“Tenho apreço especial pela ministra Rosa Weber, com quem trabalhei. Pude observar a seriedade da ministra, a qualidade técnica da ministra”, disse Moro, que foi auxiliar dela no caso do mensalão.

“Tenho expectativa de que esse precedente não vai ser alterado”, declarou, em referência à decisão de 2016 da corte, que autorizou a prisão após condenação em segunda instância, caso de Lula.

O Supremo está dividido, com cinco ministros defendendo a prisão e cinco a revisão desse procedimento. Weber deve decidir a questão.

Confrontado com o fato de receber auxílio-moradia, mesmo tendo imóvel próprio em Curitiba, como revelado pela Folha, Moro disse não falar pelos juízes, mas defendeu que o benefício seja usado para compensar a falta de reajuste salarial. “Não vejo a imprensa abordar que existe esse problema da falta de reajuste de vencimentos há uma longa data”, disse.

As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo

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