Mourão, que defendeu torturador Ustra, condena decisão de Marco Aurélio de soltar traficante do PCC

“Julgo que não está de acordo com o que a sociedade deseja, pois é um marginal de alta periculosidade”, afirmou Hamilton Mourão, que recentemente defendeu um dos maiores torturadores da história do Brasil, Brilhante Ustra

Hamilton Mourão e Ministro Marco Aurélio
Hamilton Mourão e Ministro Marco Aurélio (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Nelson Jr./SCO/STF)
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247 - O vice-presidente Hamilton Mourão declarou ao portal CNN Brasil que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de soltar o traficante André Oliveira Macedo, o “André do Rap” “não está de acordo com o que a sociedade deseja, pois é um marginal de alta periculosidade”. 

André do Rap é considerado pela Justiça um dos principais traficantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua no comando do narcotráfico dentro e fora dos presídios no território brasileiro. 

A situação gerou também um clima de rusgas no STF. O ministro do STF Marco Aurélio Mello disse neste domingo (11) que o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, agiu como um censor ao suspender sua liminar que colocava em liberdade o traficante do PCC André do Rap e afirmou que a decisão do colega enfraquece o Supremo.

“Ele [Fux] assumiu a postura de censor. Isso é perigosíssimo. Eu não sou superior a ele, mas também não sou inferior”, falou. “Atuo segundo o direito posto pelo Congresso Nacional e nada mais. Evidentemente não poderia olhar a capa do processo e aí adotar um critério estranho a um critério legal por se tratar deste ou daquele cidadão”.

Marco Aurélio ainda disse que Fux "lamentavelmente implementou autografia, o que fragiliza a instituição que é o STF".

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