MP exige multa maior de doleiro que operava para o PSDB

A negociação do Ministério Público Federal com o doleiro Adir Assad, que operava em SP para o PSDB, ficou mais dura; na reta final nas tratativas para fechar o acordo, os procuradores exigem pagamento de multa de R$ 50 milhões; as conversas iniciais giravam em torno de multa de R$ 100 milhões, valor que baixou conforme as tratativas evoluíram; o MP, porém, acredita que chegou ao piso e não está mais disposto a ceder

Rio de Janeiro - Empresário Carlinhos Cachoeira (de preto), o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu (de branco) e o empresário Adir Assad (de jaqueta) embarcam na viatura da Polícia Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Empresário Carlinhos Cachoeira (de preto), o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu (de branco) e o empresário Adir Assad (de jaqueta) embarcam na viatura da Polícia Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O Ministério Público Federal endureceu a negociação com o doleiro Adir Assad, que operava em SP e discute os termos de uma delação premiada. Ela está na reta final. Mas, para fechar o acordo, os procuradores exigem pagamento de multa de R$ 50 milhões.

As conversas iniciais giravam em torno de multa de R$ 100 milhões, valor que baixou conforme as tratativas evoluíram. O MP, porém, acredita que chegou ao piso e não está mais disposto a ceder.

As garantias apresentadas inicialmente pelo doleiro foram avaliadas como frágeis. As negociações emperraram por um tempo, mas acabaram prosperando.

Adir Assad é tido como operador central de desvios de obras dos governos tucanos em SP. Um dos personagens que ele promete envolver é Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa entre 2007 e 2010, na gestão de José Serra no governo paulista.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo

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